Demissão de Moro jamais foi discutida, diz porta-voz de Bolsonaro após vazamentos

O porta-voz disse ainda que Bolsonaro não vai se pronunciar sobre o conteúdo das mensagens

Otávio Rêgo BarrosOtávio Rêgo Barros - Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, disse, nesta segunda-feira (10), que uma possível demissão de Sergio Moro do Ministério da Justiça jamais foi discutida no governo. "Jamais foi tocado nesse assunto", afirmou ao ser questionado sobre a possibilidade de Moro deixar o cargo.

De acordo com o porta-voz, o ministro deve se reunir com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) nesta terça (11), quando apresentará explicações sobre troca de mensagens com procurador Deltan Dallagnol, do Ministério Público Federal (MPF).

Conversas atribuídas a eles foram divulgadas neste domingo (9) pelo site Intercept Brasil. Na reportagem, Moro e o procurador trocam colaborações quando o ministro ainda atuava como juiz na Operação Lava Jato.

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O porta-voz disse ainda que Bolsonaro não vai se pronunciar sobre o conteúdo das mensagens e que aguarda uma conversas pessoalmente com seu auxiliar. "O presidente não se pronunciará e aguardará o retorno do ministro Moro para conversa pessoalmente, provavelmente amanhã", afirmou Rêgo Barros.

O porta-voz disse que Bolsonaro conversou por telefone com Moro, que está em viagem a trabalho em Manaus e o convidou para uma conversa nesta terça. "Ele fez contato com ministro Sergio Moro e, a partir de amanhã, se colocará à disposição", disse.

Rêgo Barros afirmou "desconhecer" se Bolsonaro leu as matérias que relatam as conversas entre Moro e Deltan. O porta-voz foi questionado ainda sobre se o governo tem alguma estratégia para evitar que o vazamento das mensagens impacte o calendário de votações no Congresso.

"O presidente não teve a oportunidade de compartilhar dos fatos com o ministro Sergio Moro, então o governo não tem nenhum planejamento de momento sobre isso", disse.

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