Deputados trocam farpas ao debater a "PEC do teto dos gastos"

“O governo Dilma aprofundou toda essa crise que estamos vivendo. O modelo atual é o do discurso fácil" afirmou Danilo Forte

Prefeito recebeu o parlamentar para tratar de emendasPrefeito recebeu o parlamentar para tratar de emendas - Foto: Divulgação

 

Nos discursos em plenário, os deputados aliados de Temer pregaram a necessidade da medida, sob o argumento de que ela é imprescindível para o equilíbrio das contas públicas. Além disso, fizeram questão de associar a crise atual ao governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Já a oposição (PT, PDT, PC do B, PSOL e Rede) bateu na tecla de que o novo regime fiscal irá cortar investimentos, principalmente nas áreas de educação e saúde. Para os contrários ao projeto, a PEC não atinge o pagamento com juros da dívida pública.
“O governo Dilma aprofundou toda essa crise que estamos vivendo. O modelo atual é o do discurso fácil. O País precisa de medidas enérgicas”, afirmou Danilo Forte (PSB-CE), que presidiu a comissão especial da proposta. Também favorável, o líder do PMDB na Câmara, Baleia Rossi (PMDB-SP), apelidou a proposta de “PEC da responsabilidade” em contraponto à oposição, que chama a medida de “PEC da morte”.

Marcos Pestana (PSDB-MG), aliado do senador Aécio Neves, disse que a não aprovação da proposta levaria ao “caos”. Representando a oposição, Henrique Fontana (PT-RS) acusou a situação de apressar a votação para evitar debate. Os parlamentares alinhados com o governo derrubaram seu próprio pedido de retirada de pauta, como estratégia para prejudicar requerimentos da oposição. “Se essa emenda fosse de fato a solução do Brasil, imagino que gostariam de debater dois dias aqui. Essa emenda aprofunda a recessão e o desemprego”, disse.
Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) foi mais enfático. “Caras de pau, caras de pau! Devem, não sabem que devem e querem ainda tomar mais do trabalhador”, discursou. “E o pior de tudo, com a complacência e a conivência de grande parte deste plenário, que no domingo esteve num lauto jantar no Palácio da Alvorada. E querem o quê? Querem pegar aquela faca e traduzir em punhais para apunhalar os trabalhadores. (...) É tudo mentira! É tudo falácia! É tudo safadeza!”, bradou.

 

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