Devemos tentar ser pelo menos um dia por ano o que foi Irmã Dulce, diz Bolsonaro

Ele lamentou não poder comparecer a uma cerimônia em comemoração à canonização da santa em Salvador no próximo domingo (20), como estava previsto inicialmente

Irmã DulceIrmã Dulce - Foto: Divulgação/Obras Sociais Irmã Dulce

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) comemorou nesta terça-feira (15) a canonização da Irmã Dulce, primeira santa brasileira reconhecida pela Igreja Católica.

"Nós temos uma santa brasileira, Irmã Dulce dos Pobres. E o que fica da obra dela é nós tentarmos ser pelo menos um dia por ano ser o que foi Irmã Dulce. Uma mulher que levou esperança para muita gente, seu sacrifício, sua determinação. Levou o bem, tirou as dores e curou muita gente ai", disse Bolsonaro.

A fala do presidente foi feita durante cerimônia no Palácio do Planalto em que houve a liberação de R$ 18 milhões para o hospital Santo Antônio, em Salvador.

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A unidade de saúde está entre as obras sociais de Irmã Dulce. O dinheiro foi liberado pelo Ministério da Saúde.

"Estamos muito felizes com este momento, afinal de contas, uma parte considerável da população brasileira é católica, e a grande parte da população é cristã", afirmou Bolsonaro.

Ele lamentou não poder comparecer a uma cerimônia em comemoração à canonização da santa em Salvador no próximo domingo (20), como estava previsto inicialmente. Na noite de sábado (19), Bolsonaro embarca para uma viagem por países da Ásia e do Oriente Médio.

A religiosa baiana Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes, a Irmã Dulce, foi canonizada no último domingo (13) pelo papa Francisco e se tornou a primeira santa brasileira. Ela teve dois milagres reconhecidos pela Igreja Católica e agora passa a ser chamada de Santa Dulce dos Pobres.

A cerimônia de canonização aconteceu na praça São Pedro, no Vaticano, em frente à basílica de mesmo nome, com duração de cerca de duas horas. Iniciada às 5h10 (horário de Brasília), a missa teve uma liturgia específica para canonizações.

O processo de canonização da baiana foi o terceiro mais rápido da história da Igreja Católica (27 anos após sua morte), atrás apenas do papa João Paulo 2º (1920-2005) e de Madre Teresa de Calcutá (1910-1997), cujo trabalho social foi comparado ao de Irmã Dulce nos últimos dias.

Santa Dulce dos Pobres teve dois milagres reconhecidos pela Igreja Católica.

Em 2011, anunciou-se sua beatificação com o reconhecimento do primeiro milagre. O caso aconteceu em 2001, em Sergipe, quando as orações a Irmã Dulce teriam feito cessar uma hemorragia em Claudia Cristina dos Santos, que padeceu durante 18 horas após dar à luz o seu segundo filho.

Neste ano, foi reconhecido o segundo milagre: depois de 14 anos convivendo com uma cegueira causada por um glaucoma, o maestro José Maurício Moreira recuperou a visão em 2014. Ele estava presente na cerimônia deste domingo e participou do momento do ofertório.

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