Dilma questiona declaração de Gilmar Mendes nos EUA

Em nota no seu site, a petista reafirma que a campanha custou R$ 330 milhões e que a prestação de contas foi aprovada pelo Tribunal. Segundo Dilma, a conduta do magistrado é "inadequada".

Geni Pereira, ex-prefeito de Serra TalhadaGeni Pereira, ex-prefeito de Serra Talhada - Foto: Reprodução/Prefeitura Municipal de Serra Talh

A ex-presidente Dilma Rousseff reagiu às declarações do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, que em palestra nos Estados Unidos, disse que a campanha da petista à reeleição pode ter custado R$ 1,3 bilhão, valor quase quatro vezes mais do que o declarado à Justiça Eleitoral.

Em nota no seu site, a petista reafirma que a campanha custou R$ 330 milhões e que a prestação de contas foi aprovada pelo Tribunal. Segundo Dilma, a conduta do magistrado é "inadequada".
"As cifras citadas pelo ministro Gilmar Mendes não têm o menor amparo nos fatos. Aliás, é espantoso que um ministro da mais alta corte eleitoral do País trate de questões processuais relativas à campanha presidencial fora dos autos. Mais ainda que seja em um evento no exterior. É uma conduta inadequada a um magistrado", diz Dilma na nota.
Ela afirma que a Constituição veda que magistrados façam manifestações políticas, por significaram violação à imparcialidade do processo legal. Para Dilma, Gilmar deveria se abster de fazer "prejulgamentos e de externá-los, como determina a lei".
Debate
As declarações de Gilmar foram feitas durante debate no Wilson Center, em Washington. Na ocasião, ele afirmou que “estimativas” indicam que a chapa presidencial Dilma-Temer gastou mais de R$ 900 milhões, via caixa dois, na campanha eleitoral de 2014. Segundo Gilmar, o valor declarado à Justiça eleitoral foi de R$ 360 milhões, mas especialistas apontam que tais gastos não poderiam ter sido inferiores a R$ 1,3 bilhão.
“Alguns especialistas chegam a estimar que a campanha de Dilma não teria custado menos do que R$ 1,3 bilhão. Isso significa que ela declarou um quarto do que teria efetivamente gasto”, declarou Gilmar, um dos sete ministro que, no TSE, julgarão ações que pedem a cassação da chapa eleita.

 

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