Ter, 11 de Agosto

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INSS

Dino autoriza terceiro inquérito para apurar suspeitas sobre atuação de Lulinha

Defesa nega irregularidades; outras duas investigações sobre o filho do ex-presidente tramitam no gabinete de André Mendonça

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha  - Foto: Nelson Almeida/AFP

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, autorizou nesta terça-feira a instauração de um inquérito sobre suposto tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT). Em paralelo, o magistrado também abriu uma apuração sobre a divulgação de pedidos de investigação contra o empresário.

Ambas as investigações foram deflagradas por requisição da Polícia Federal. Trata-se do terceiro inquérito sobre a suposta atuação do filho de Lula. As outras duas apurações foram distribuídas para o gabinete do ministro André Mendonça, responsável também pelos inquéritos do Banco Master e das fraudes ao INSS.

A defesa de Lulinha nega irregularidades e disse que ele está à disposição para depor à Justiça brasileira. Como mostrou o GLOBO, Marco Aurélio de Carvalho, advogado do empresário, afirmou que o filho do presidente pode vir ao Brasil depor nas investigações.

O terceiro inquérito que mira Lulinha investiga a atuação de um grupo com negócios supostamente ilícitos em áreas do governo federal. Os outros dois inquéritos tratam da relação do empresário com pessoas que buscavam contratos no Ministério da Saúde e no Dataprev, empresa pública de tecnologia responsável pela base de dados do INSS. Entre esses interlocutores estava Antônio Camilo Antunes, o "Careca do INSS", empresário suspeito de operacionalizar o desvio de recursos de aposentados e pensionistas.

A PF levantou informações de que Lulinha fez uma viagem à Europa bancada por Antunes no fim de 2024 — portanto, antes de ele virar alvo das investigações da PF sobre as fraudes no INSS. Naquela época, Antunes era dono de uma empresa que fornecia medicamentos à base de cannabis e estava tentando fechar contratos com o poder público. Os investigadores levantaram provas do relacionamento entre os dois, mas não viram conexões com o caso do INSS e, por isso, pediram uma apuração à parte.

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