Doria diz que ele e Márcio França, vice de Alckmin, estão em 'campos opostos'

Doria disse ter recebido um telefonema de Alckmin na manhã desta segunda (18), afirmando que os dois estarão juntos e que já combinaram de se encontrar até o fim desta semana

Geraldo Alckmin (PSDB) e João Doria (PSDB)Geraldo Alckmin (PSDB) e João Doria (PSDB) - Foto: Reprodução/Vídeo

O prefeito de São Paulo, João Doria, que nesse domingo (18) venceu as prévias do PSDB para disputar pela sigla o governo de São Paulo, disse nesta segunda (19) que ele e o vice-governador, Márcio França (PSB), estão em "campos opostos".

França assumirá o governo após a saída de Geraldo Alckmin, em 6 de abril, para o tucano disputar a Presidência, e concorrerá à reeleição por seu partido, o PSB.
"Eu também respeito o vice-governador Márcio França, mas estamos em campos opostos, principalmente depois de ele receber o apoio explícito -e agradecer- do PDT do Ciro Gomes, do PC do B e também [pelo fato] de o seu próprio partido, o PSB, estar alinhado com o PT nas regiões Norte e Nordeste do país, e em outras regiões, defendendo o [ex-presidente] Lula ou os outros criminosos do PT", disse Doria ao inaugurar parte da Praça 14 Bis restaurada.

Segundo o prefeito, no momento em que França se tornar governador e candidato, seus campos serão "ideologicamente opostos".

Questionado se isso não seria um problema para Alckmin, que terá um palanque duplo em São Paulo -com Doria e seu atual vice-, o prefeito disse que, para ele, não seria.
"Não sei se é um problema para o governador Geraldo Alckmin, mas para mim não é um problema. Eu tenho campo e tenho opção. É muito clara a minha visão: eu não me alio a ninguém da esquerda, nem de esquerda nem da extrema direita", afirmou.

O pré-candidato tucano ao governo disse ter recebido um telefonema de Alckmin nesta manhã afirmando que os dois estarão juntos e que já combinaram de se encontrar até o fim desta semana para combinar o "alinhamento" das campanhas.

"A primeira ligação que eu recebi [de manhã] foi do governador Geraldo Alckmin me cumprimentando e dizendo 'agora juntos, a sua candidatura é a candidatura do PSDB'", afirmou. "A partir de 7 de abril [depois de deixarem seus atuais cargos], faremos campanha juntos aqui na capital, na região metropolitana, no litoral e o interior de São Paulo."

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Mais cedo, em outro evento, ao ser questionado se estará ao lado de Doria ou França no palanque, Alckmin afirmou que apoiará Doria. "O candidato do meu partido é o João Doria. Portanto, estaremos juntos."

Prévias
Doria disse que o secretário estadual e deputado federal Floriano Pesaro e o empresário Luiz Felipe D'Ávila, que concorreram com ele pela candidatura do PSDB ao governo neste domingo, o procuraram para parabenizar pela vitória. O prefeito venceu com 80% dos votos. Pesaro teve 7,31% e D'Ávila, 6,59%.

"O único que não fez isso, que aliás guarda amargura no seu coração e muitas derrotas ao longo da sua vida, sobretudo recentemente, foi o Zé Aníbal", disse Doria, referindo-se ao suplente de senador José Aníbal, que teve 5,98% dos votos.

O prefeito alfinetou o ex-oponente, dizendo esperar que Aníbal reavalie "sua amargura o seu destempero verbal". "Ou então peça para sair. Vai encontrar um partido que seja tão amargurado quanto ele", afirmou.

José Aníbal foi o pré-candidato mais crítico a Doria desde que o prefeito formalizou sua intenção de concorrer ao governo do estado.

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