Edilson Silva sobre PCdoB: "Está tudo alinhavado"
"Se tem uma coisa de que ninguém pode me acusar é de eu não ter tentado construir uma alternativa à Frente Popular pela esquerda"
Um dos fundadores do PSOL, o ex-deputado estadual Edilson Silva foi candidato ao Governo do Estado em 2006 e em 2010, a prefeito do Recife, em 2008 e em 2016, além de conquistar um mandato na Assembleia Legislativa de Pernambuco, para o qual não conseguiu se reeleger em 2018. Ao longo dessa trajetória, reuniu um grupo e trabalha num "processo de convencimento e de diálogo", como ele define, para levar uma parte desses quadros para o PCdoB com ele. De antemão, à coluna, sobre a ida para o PCdoB, ele adianta: "Está tudo alinhavado. Só falta dar o nozinho final. Estou fazendo as consultas". Como a coluna antecipou, antes de formalizar o ingresso nas hostes comunistas, Edilson jantou, no Palácio das Princesas, com o governador Paulo Câmara. "O PCdoB achou por bem, corretamente, que eu ingressasse fazendo diálogo com o governador. Luciana é a vice-governadora do Estado", relata Edilson. À pauta com o socialista, ele levou um mote que aponta como determinante para esse processo de travessia rumo ao PCdoB: o cenário nacional. "Conversamos sobre o quadro nacional, coloquei nossa prioridade", relata Edilson. E detalha: "Hoje, a localização política nossa é para construir uma ampla frente e o PCdoB para a gente responde a essa necessidade". Sobre o governador, resume: "Ele foi cortês, tranquilo". O problema com o PSOL é localizado no Estado. Edilson realça que, nacionalmente, o partido integra a mesma frente do PCdoB. "Em nível nacional, o PSOL tem se colocado numa ampla frente . O presidente do PSOL é meu amigo. Existe uma frente ampla muito bem construída. Essa é a tática correta. Acho que a gente tem que ser mais ousado e o PCdoB é mais ousado no sentido de consolidar a frente ampla", argumenta Edilson. Ele defende a frente como forma de combater o que chama de "forças obscuras" e "fascistas". Diz isso em relação ao governo Jair Bolsonaro. O movimento dele já gera críticas de ex-companheiros do PSOL nos bastidores . Ele adverte: "Se tem uma coisa de que ninguém pode me acusar é de eu não ter tentado construir uma alternativa à Frente Popular pela esquerda. Fui candidato sozinho aqui com Lula presidente, João Paulo na Prefeitura do Recife". Hoje, João Paulo também está no PCdoB.
