'Ele tem que explicar', diz Bolsonaro sobre ex-assessor citado em relatório do Coaf

Jair Bolsonaro (PSL-RJ) afirmou neste domingo (9) que Fabrício Queiroz, ex-assessor de seu filho Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), deve explicações sobre as movimentações financeiras

Presidente eleito Jair BolsonaroPresidente eleito Jair Bolsonaro - Foto: José Cruz / Agência Brasil

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL-RJ) afirmou a jornalistas no início da tarde deste domingo (9) que Fabrício Queiroz, ex-assessor de seu filho Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), deve explicações sobre as movimentações financeiras atípicas identificadas em relatório do Coaf.

O órgão citou repasses entre Fabrício e outros assessores do senador eleito. Questionado se vê isso com naturalidade, o presidente disse: "Ele tem que explicar, pode ser, pode não ser".

Ainda assim, Bolsonaro sugeriu que os valores transferidos entre os assessores foram de baixo valor, ressaltando que as movimentações mais altas aconteceram com a mulher e as duas filhas. "Um ao longo de um ano transferiu 800 reais. O outro transferiu 1.500 reais, poxa."

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O presidente eleito voltou a dizer que não conversou com o ex-assessor, de quem é amigo há décadas. Bolsonaro falou à imprensa em frente à sua residência na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Segundo pessoas de seu entorno, ele saiu de casa para ir ao banco e tomar água de coco.

No sábado (8), por meio de videoconferência com a Cúpula Conservadora das Américas, o presidente eleito disse que pretende apresentar ao Congresso uma proposta de mudança do sistema eleitoral. Neste domingo (9), afirmou que quer apresentar um projeto de lei modificando "um pouquinho" a forma de votação. "Como se fosse um voto impresso. Poderia ter uma fórmula mais atualizada do que essa."

Bolsonaro disse que deseja uma urna eletrônica que, em caso de desconfiança, permita a comprovação do voto. Sobre atritos no partido (seu filho Eduardo Bolsonaro e Joice Hasselmann brigaram recentemente em um grupo de Whatsapp), o presidente eleito minimizou. "Três ou quatro deputados se digladiando ali. O resto, 90%, está sem problemas. Até porque, se não me engano, são 48 deputados novos. Eles não conhecem Brasília", disse.

Bolsonaro também reforçou que até o dia 19 de janeiro não fará nova cirurgia. Ele afirmou que a data ainda será estudada, pois quer ir ao Fórum Econômico Mundial, que acontecerá em Davos, na Suiça, dos dias 22 a 25 de janeiro.

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