Elias: “Fomos para eleição no pior cenário”

Elias lembra que Heraldo é militante há 22 anos e “merecia prioridade”

Raquel Lyra é candidata à Prefeitura de CaruaruRaquel Lyra é candidata à Prefeitura de Caruaru - Foto: Roberto Pereira Jr./Divulgação

A três dias do primeiro turno da eleição municipal, o prefeito de Jaboatão, Elias Gomes, faz a seguinte reflexão: “Heraldo Selva não foi, propriamente, uma prioridade do PSB e nem diria que foi do governo. Mas foi uma prioridade do governador Paulo Câmara.

Distinga-se: o governador que foi correto em tudo”. O gestor tucano sublinha o caso dos dois socialistas que declararam apoio ao adversário e candidato do PDT. “Desde o início da campanha, tem dois deputados que apoiam Neco: João Fernando Coutinho e Lucas Ramos”. O prefeito pondera: “Ninguém foi chamado, ninguém foi advertido”.

Na última terça-feira, a cinco dias do pleito, o tucano esteve no Palácio das Princesas e, ao governador Paulo Câmara, transmitiu seu sentimento. “Houve uma falha, uma subestimação política do peso de Jaboatão”, avaliou Elias ao socialista. Apesar das dificuldades que contabiliza pelo caminho, Elias aposta: “Nós vamos vencer essa eleição”. Mas admite sem rodeios: “Nós fomos para eleição no pior cenário, com todos da base do governo contra nós”. E insiste: “O PSB deveria ter sido mais solidário ao governador”. Padrinho político de Heraldo, Elias reforça: “Contei com Paulo Câmara.

Com esse, eu contei de forma absolutamente solidária e integral, mas ter dúvidas se o secretário-executivo de Articulação Política do Estado, André Campos, apoia Heraldo? Não apoia. Tem esses deputados que não apoiam”. E desabafa: “Em meio a esse cenário, entramos numa campanha com um candidato ainda desconhecido. Heraldo era uma pessoa desconhecida”. Antes de seguir para outra caminhada, na noite de nesta quinta-feira, Elias comemorou: “Apesar disso, nós estamos revertendo o quadro e, esta semana, foi a onda 40”.

Elias lembra que Heraldo é militante há 22 anos e “merecia prioridade”

Na alegria e na tristeza

“Se o projeto fosse só meu, o candidato seria do PSDB e eu acertei com Paulo Câmara. Foi um acordo de compartilhar, na alegria e na tristeza, na dificuldade, uma candidatura. E ele sugeriu que eu ficasse à vontade e considerasse o nome de Heraldo”, conta Elias Gomes em outro desabafo.
Expectativas 1 > O primeiro objetivo era, segundo Elias, que o PSB unisse a base em Jaboatão. “Era trazer Neco para o projeto, já que o PDT é unha e carne com o PSB, em Pernambuco”, considera o tucano.
Expectativas 2 > A segunda questão era a garantia de que Cleiton Collins estaria com o candidato que fosse lançado. Elias recorda: “O governador chegou a ligar para mim e disse que estava com Cleiton e que havia avançado para consolidar essa aliança”.

Expectativas 3 > A terceira era que se procuraria, se não retirar a candidatura de Anderson, pelo menos, isolá-la”. Entre as expectativas e a realidade, deu-se algum hiato.

Título > Elias garante que o secretário André Campos apoia o adversário do PSB, Anderson Ferreira. André, no entanto, grifa que não vota em Jaboatão. “Eu voto em Geraldo, voto no Recife”, assegura, negando que apoie o candidato do PR.

Voto útil > André Campos acredita que Geraldo Julio, a despeito de as pesquisas indicarem o contrário, ainda pode ser eleito no 1º turno. “Pode haver uma onda de voto útil”, aposta.
Companhias 1 > O prefeito Geraldo Julio chegou ao debate, nesta quinta, promovido pela Rede Globo Nordeste, acompanhado do herdeiro de Eduardo Campos, João Campos. João Paulo estava com o senador Humberto Costa e com o vice, Silvio Costa Filho, enquanto Priscila Krause chegou com Sérgio Magalhães.
Companhias 2 > Paulo Câmara chegou já perto das 22h. Seguiu para o debate direto de Água Preta, onde participava de ato de campanha.

 

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