Em jantar com aliados, Alckmin diz que candidatura "caminha bem"

Governador paulista lembrou que este ano a corrida presidencial contará com um tempo mais curto de campanha, de apenas 45 dias

Tucano questionou maneira de chamou matéria de "injusta e inverídica"Tucano questionou maneira de chamou matéria de "injusta e inverídica" - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Em jantar com as bancadas tucanas da Câmara e do Senado na noite desta terça-feira (6), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse que a candidatura do PSDB ao Palácio do Planalto está "caminhando bem", mas que a legenda precisa ter "bons palanques estaduais" e alianças. "Temos uma só tarefa: ter 20% para chegar ao segundo turno", disse o pré-candidato tucano à Presidência em jantar com aliados.

O governador paulista lembrou que este ano a corrida presidencial contará com um tempo mais curto de campanha, de apenas 45 dias. "Teremos uma campanha curtinha, é uma corrida de resistência", lembrou. Ele reforçou ainda que o cenário atual das pesquisas eleitorais "não devem estressar" o partido.

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Ao justificar por que os indicadores não o preocupam ele disse que o que existe no momento é uma intenção do eleitor com base em uma lista de nomes conhecidos.

De acordo com última pesquisa Datafolha, Alckmin detém entre 6% e 8% das intenções de voto, a depender dos candidatos com quem disputa o cargo. Em um cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele é listado em terceiro lugar, com 8% dos votos. O tucano registra 7% nos quadros em que a ex-senadora Marina Silva (Rede) não é candidata e de 6% quando ela aparece entre os postulantes ao Palácio do Planalto.

Ainda durante a conversa com aliados do partido, Alckmin disse que o caminho agora é o da construção de um "grande projeto" que exigirá a participação da sociedade civil por meio de alianças.

Ele disse que é preciso percorrer mais regiões do país, mas que para isso aguardará a descompatibilização do governo paulista, o que deve acontecer em abril, pelo prazo determinado pela Justiça eleitoral. "A situação é favorável se tivermos juízo", brincou. Questionado sobre a que se referia com o termo, Alckmin disse que é preciso ter unidade no partido para uma união do país.

O governador cumpriu agenda de pré-candidato e presidente partidário em Brasília. Ele se reuniu com ex-presidentes do PSDB como os senadores Aécio Neves (MG) e Tasso Jereisati (CE) antes de se encontrar com um grupo de deputados e senadores da sigla.

Na quarta-feira (7), o PSDB realiza uma reunião da executiva para definir um calendário de realização de debates e prévias, atividades que devem consolidar o nome de Alckmin como o candidato tucano ao Planalto.

Ele deve reforçar ainda a importância de os tucanos votarem a favor da reforma da Previdência, cuja votação é esperada pelo governo de Michel Temer para a semana de 19 de fevereiro.

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