Ter, 10 de Fevereiro

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CPI da Covid

Empresário 'acha' que assinou contrato de R$ 97 milhões com MS

Raimundo Nonato Brasil, sócio da VTCLog, em depoimento à CPIRaimundo Nonato Brasil, sócio da VTCLog, em depoimento à CPI - Foto: Pedro França / Agência Senado


O relator Renan Calheiros (MDB-AL), no depoimento do sócio da VTCLog, na CPI da Pandemia, no Senado, nesta terça-feira (5), quis saber detalhes do contrato 59/2018 firmado entre VTCLog e o Ministério de Saúde e que continua até hoje em vigor. Raimundo Nonato disse que não se lembra ao certo, mas acha que foi ele quem assinou.

O empresário informou tratar-se de um negócio complexo e muldimodal, que não envolve apenas transporte, mas armazenagem, separação e distribuição. O valor é de R$ 97 milhões anuais para prestação de serviços sob demanda. Nonato esclareceu ainda que a empresa vencedora do certame foi eliminada por não ter qualificação técnica e por problemas no balanço patrimonial, abrindo caminho para a VTCLog, num processo feito de maneira totalmente regular. 
 



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Aditivo
Raimundo Nonato Brasil confirmou que houve um aditivo de R$ 80 milhões no contrato da VTCLog e o Ministério da Saúde. Segundo ele, o pedido foi feito pelo próprio Ministério da Saúde por conta de aumento de demanda na pandemia. 

Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou que o aditivo, feito sem licitação, foi suspenso pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Nonato explicou que a questão está relacionada a uma discussão sobre separação de carga (picking).

O relator também questionou o pedido de revisão de pagamento feito pela VTCLog.

"Só para atender a demanda da Pfizer [laboratório de vacina contra covid], tivemos que investir mais de 30 milhões e até agora não recebemos pelo serviço", justificou o depoente.

 

 

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