Entidades rechaçam violência contra jornalistas em protestos a favor de Lula

Em nota conjunta, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e Associação Nacional dos Jornais (ANJ) ressaltam que não há justificativa para a violência nem para atentados à liberd

Ato de ato pró-Lula diante do Sindicato dos Metalúrgicos do ABCAto de ato pró-Lula diante do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC - Foto: Miguel Schincariol/AFP

As agressões a jornalistas registradas nas últimas horas durante a cobertura de protestos em São Paulo e Brasília geraram reações de entidades de imprensa. Em nota conjunta, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e Associação Nacional dos Jornais (ANJ) ressaltam que não há justificativa para a violência nem para atentados à liberdade de imprensa.

Em outra nota, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) repudiou os atos de agressão. “A Fenaj reitera que agressões a jornalistas são injustificáveis. Também reafirma sua defesa das liberdades de expressão e de imprensa e do jornalismo como atividade essencial à democracia e à constituição da cidadania. Não há verdadeira democracia sem jornalismo e não há jornalismo sem jornalistas.”

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O tom da nota conjunta da Abert, Aner e ANJ é semelhante ao da Fenaj: “Toda essa violência injustificável e covarde [é] decorrente da intolerância e da incapacidade de compreender a atividade jornalística, que é a de levar informação aos cidadãos. Além de atentar contra a integridade física dos jornalistas, os agressores atacam o direito da sociedade de ser livremente informada.”

Na quinta (5) durante protesto em frente à Central Única dos Trabalhadores (CUT), no centro de Brasília, uma equipe do jornal Correio Braziliense – uma repórter, uma fotógrafa e um motorista – teve o carro em que estava depredado. Uma equipe do SBT e um repórter fotográfico da Agência Reuters também foram atacados.

Na manhã desta sexta (6), em São Bernardo do Campo (SP), o jornalista Nilton Fukuda, repórter da Agência Estadão Conteúdo, e a jornalista Sônia Blota, da Band, foram agredidos ao registrarem manifestações em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Ambos foram atingidos por ovos jogados pelos manifestantes.

Na nota, Abert, Aner e ANJ reiteram: “A liberdade de imprensa e o direito à informação são básicos na sociedade democráticas e estão sendo desrespeitados pelo autoritarismo dos agressores. Todos aqueles que prezam a democracia precisam se colocar contra esses lamentáveis episódios e se mobilizar para que não voltem a ocorrer. Sem jornalismo, não há democracia.”

Mais cedo, a Associação Brasileira de Jornalistas Investigativos também reagiu às agressões contra os profissionais de imprensa. “A Abraji repudia as agressões e hostilidades às equipes do Correio Braziliense e do SBT, ao fotógrafo da Reuters e a Nilton Fukuda. A violência contra profissionais da imprensa é inaceitável em qualquer contexto. Impedir jornalistas de exercer seu ofício é atentar contra a democracia. Os autores devem ser identificados e punidos pelas autoridades”, diz a associação.

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