Entre o indicativo e o resultado final

Em primeira discussão, reforma foi aprovada, ontem, por 29 a 5

Vagas de empregoVagas de emprego - Foto: Marcello Casal/Arquivo/Agência Brasil/Agência

 

Nos quadros da Prefeitura do Recife, já encaixaram-se como titulares de pastas no primeiro escalão vários nomes com mandato, os quais, naturalmente, tendem a disputar a reeleição. Incluído nesse critério, aparece, por exemplo, o secretário de Saneamento, Alberto Feitosa. Há os casos de Aline Mariano, que passou pela gestão, e de Jayme Asfora, ambos vereadores do Recife. Ainda ontem, Geraldo Julio, ao referir-se à Feitosa, dizia o seguinte: "Ainda não decidi se ele permanece". Em outras palavras, apesar dos planos eleitorais de deputado para 2018, é possível que ele seja mantido. "O fato de ter mandato não deve vetar participação", avisa o prefeito do Recife, lembrando que Aline e Jayme "deram conta" do serviço. Ao mesmo tempo, no entanto, uma advertência, emitida pelo socialista, ganha ênfase na lógica de montagem da nova equipe: "Pensar em menos de quatro anos é muito pouco". Ao detalhar o raciocínio, Geraldo indaga o seguinte: "Se você já começa com um time sabendo que, um ano e pouco depois, você já vai ter que fazer umas quatro ou cinco alterações, como é que faz?". Por essa tendência, o secretário de Governo, Sileno Guedes, que, em tese, tem projeto eleitoral para 2018, teria que ficar de fora dos planos, assim como ocorreria com Feitosa. Governo do Estado e PCR costumam agir em comunhão.
A tese também valeria, nesse caso, para a gestão estadual? Por esse cálculo, o governador teria que trocar boa parte do seu time. E deve ser Paulo o foco principal das arrumações atuais, uma vez que ele é o candidato natural à reeleição em 2018, embora venha evitando tratar do tema. Ao manter algumas secretarias, evitando extingui-las, a exemplo de Saneamento, Geraldo deu indicativo de que
manteria seu titular. Nesse caso em específico, desmontaria o raciocínio de que a prioridade é quem não for disputar em 2018. Em 2015, Aline, por exemplo, foi convidada a integrar a gestão e disputaria em 2016.

Sem ultrapassar o sinal
Um eventual migração do secretário de Turismo do Estado, Felipe Carreras, para a Prefeitura do Recife, como ventilou-se, já é descartada nos bastidores do PSB. Até porque transferi-lo à PCR anteciparia um debate relativo à disputa majoritária de 2020. Não seria estratégico ficar na vitrine por tanto tempo.
No horizonte > No PPS, que, em 2012, apoiou Daniel Coelho, mas, agora, está na aliança com o prefeito Geraldo Julio, há expectativa de que partido ocupe espaço na administração municipal, em meio à reforma providenciada recentemente.

A favor > Líder do PSDB na Câmara municipal do Recife, André Régis votou favoravelmente ao plano de redução de secretarias municipais, proposto pelo prefeito Geraldo Julio.
Palavras... > Há quatro anos, Régis vinha defendendo o enxugamento da máquina sem ser ouvido pelo chefe do executivo.

...ao vento > "Com ou sem crise fica provado que a prefeitura não precisava manter duas dúzias de secretarias para fazer a máquina administrativa funcionar", dispara André.
Braço a torcer > O tucano arremata: "Se assim não fosse, não estaríamos, agora, atendendo ao pedido do próprio prefeito para reduzir o inexplicável e excessivo número de cargos que oneram os cofres públicos".
Surpresa > Presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira admite que não esperava uma negativa da ministra Cármen Lúcia à liminar, na qual o PSB e a Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) questionam as regras fixadas pela MP relativa às multas da repatriação.

Primeira > "Mas decisão da Justiça não se discute", pondera Siqueira. No referido caso, o partido questionava a data do pagamento. Mas há uma primeira ação, que ainda não foi julgada e está com o ministro Marco Aurélio Mello, referente ao mérito.
Segurança > "Ou o governo negocia ou pode ser, depois, surpreendido com ação que os obrigue a fazer. A existência da ação propicia conversa mais segura sobre o tema", pontua o dirigente nacional do PSB.

 

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