Especialistas analisam principais pontos das propostas de Bolsonaro

Folha de Pernambuco traz o depoimento de especialistas com pontos positivos e críticas ao programa federal

Declarações do presidente eleito teriam desagradado Liga dos Países ÁrabesDeclarações do presidente eleito teriam desagradado Liga dos Países Árabes - Foto: Mauro Pimentel / AFP

Ao longo da campanha, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) enfatizou em seu discurso três eixos: combate à corrupção, do reforço na agenda da segurança e valorização da moral e costumes como prega a bancada evangélica no Congresso Nacional. Os próximos anos devem ser pautados por esses temas, que dividem a opinião pública, e, nesse sentido, a Folha de Pernambuco traz o depoimento de especialistas com pontos positivos e críticas ao programa federal.

O primeiro tema é o combate à corrupção, que terá como símbolo o juiz Sérgio Moro, no Ministério da Justiça. Veja o que dizem o ex-presidente da OAB-PE Pedro Henrique Reynaldo Alves e o advogado e professor da UFPE Walber Agra:

Pedro Henrique: 'Sempre haverá o STF como guardião da Constituição'
Para Walber Agra, Ministério de Sérgio Moro será fatalmente autoritário


Segurança
O programa de segurança pública do PSL trata sobre a flexibilização do Estatuto do Desarmamento, facilitando o acesso a armas pelo cidadão comum. Também envolve o endurecimento da legislação criminal, propondo temas como a redução da maioridade penal para 16 anos. No confronto à criminalidade, Bolsonaro também menciona como necessária a aprovação do excludente de ilicitude, que daria ao policiais retaguarda jurídica, caso cometa homicídios em função do trabalho. Questões ligadas ao ativismo pró-direitos humanos devem perder espaço.

Confira as opiniões de Fabrício Rebelo, pesquisador em Segurança Pública, e Marcelo Freixo, deputado federal eleito pelo PSOL-RJ.

Para Fabrício Rebelo, liberação das armas é democrática e positiva
'A política do faroeste só fará mais vítimas', diz Marcelo Freixo


Debate moral e dos costumes
Tendo como slogan de campanha "Brasil acima de Tudo, Deus acima de Todos", Jair Bolsonaro tem uma ligação estreita com a bancada evangélica e pretende implementar, no seu governo, ações como o projeto "Escola sem Partido" ou a proibição do que ele chama "ideologia de gênero" - o debate sobre educação sexual nas escolas. O embate contra Fernando Haddad (PT), durante a campanha, deixou claro que Bolsonaro irá rechaçar tudo o que considera "doutrinação ideológica".

Saiba o ponto de vista de Sylvia Siqueira Campos, defensora dos Direitos Humanos e coordenadora da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong), e Pastor Eurico, deputado federal pelo Patriota-PE.

Sylvia Siqueira Campos: 'A sociedade precisa encarar o debate e aprender a denunciar o abuso sexual'
'Levar os alunos a defender partido, isso não existe', diz Pastor Eurico


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