"Estou aqui com mais de cinquenta policiais cercando minha casa", diz Neco, em Jaboatão

Policiais cercaram a casa de Neco, candidato a prefeito de Jaboatão. Em entrevista à Rádio Folha, ele conta o ocorrido

Dahmani foi recebido pelo presidente do Grupo?EQM, Eduardo Monteiro, e diretoria da FolhaDahmani foi recebido pelo presidente do Grupo?EQM, Eduardo Monteiro, e diretoria da Folha - Foto: Alfeu Tavares

Manoel Neco (PDT), candidato à prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, teve a casa cercada por policiais nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira (14) durante a operação Caixa de Pandora, deflagrada pela Polícia Civil, que investiga um esquema criminoso na Câmara do Município. Em entrevista ao vivo, por telefone, ao âncora Edvaldo Morais, da Rádio Folha, ele fala sobre o ocorrido, com os policiais cercando a casa dele.

Os policiais levaram o celular e o computador do candidato e pediram cartões de crédito e débito, mas ele disse que não tinha. "Caí da cama. Minha casa é aberta para todos. Arrombaram minha casa e estou aqui com mais de cinquenta policiais cercando a minha casa, a minha rua. Vai ser a maneira de eu provar ao povo pernambucano que não devo nada na vida", afirmou. "Estou proibido de entrar no meu quarto, ainda não lavei o rosto, minha esposa está aqui chorando copiosamente", disse Neco.

A operação Caixa de Pandora é o nome da ação, que mira em um esquema criminoso na Câmara de Vereadores de Jaboatão. De acordo com a Polícia, ninguém foi preso. Foram recolhidos materiais na casa dos suspeitos e na Câmara dos Vereadores.

Ouça abaixo a entrevista ao vivo de Neco à Rádio Folha no momento em que a Polícia chegou à casa dele:



 Dos 48 mandados de busca e apreensão domiciliar, expedidos pela 2ª Vara Criminal da cidade, 19 ocorrem em endereços ligados a parlamentares do município. O grupo é suspeito de envolvimento em associação criminosa, esquema de peculato, abandono de cargo público e falsificação de documento público.

Os materiais apreendidos serão encaminhados ao Departamento de Repressao aos Crimes Patrimoniais (Depatri), onde será apresentado o balanço parcial da operação.

O trabalho é realizado por 354 policiais civis. A operação é supervisionada pela Chefia da Polícia Civil e coordenada pela Diretoria Integrada Especializada (Diresp) e Gerência de Controle Operacional Especializada (GCOE).

As investigações tiveram início há cinco meses e foram efetuadas pela Delegacia de Crimes contra a Administração e Serviços Públicos (Decasp), apoiada pelo Centro Integrado de Inteligência e Defesa Social (Ciids) e pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil (Dintel).

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