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Ex-coordenador da Lava Jato na PGR retorna à força-tarefa da operação no STJ

Semanas antes, Aras designara Callou para coordenar o grupo de trabalho para auxiliá-lo nos desdobramentos das investigações da força-tarefa

Augusto Aras Augusto Aras  - Foto: Roberto Jayme/TSE

O procurador-geral da República, Augusto Aras, designou na última segunda-feira (17) o subprocurador-geral José Adonis Callou de Araújo Sá para compor a força-tarefa que cuida dos processos da Lava Jato no Superior Tribunal de Justiça, grupo criado em 2015.

No dia 23 de outubro de 2019, Aras havia dispensado Callou -a pedido- daquela nomeação feita pelo então PGR, Rodrigo Janot.

Semanas antes, Aras designara Callou para coordenar o grupo de trabalho para auxiliá-lo nos desdobramentos das investigações da força-tarefa da Lava Jato de Curitiba em tramitação no Supremo Tribunal Federal. Ou seja, sob o comando de Callou, os membros do MPF cuidariam da realização de oitivas, produção de provas e atos para celebração de acordos de colaboração premiada.

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Callou tinha atribuição para oficiar perante as 1ª e 2ª Turmas do STF, sem prejuízo de sua atuação perante o STJ. No dia 23 de janeiro deste ano, Callou pediu desligamento da função, o que foi interpretado como desgaste para a gestão de Aras. Ele foi substituído no dia seguinte pela subprocuradora-geral Lindora Maria Araújo, que já integrava a equipe de Aras como secretária da Função Penal Originária no STJ.

Em nota, a PGR afirmou na ocasião que Aras decidira "reforçar a equipe", mas não esclareceu os motivos da saída de Callou. Segundo a Procuradoria, o fato de todos os integrantes permanecerem "demonstra coesão do grupo e garante a continuidade dos trabalhos planejados e executados nos últimos quatro meses".

Na época, Callou não fez comentários sobre o pedido de dispensa. Ele havia sido convidado para o cargo pelo vice-procurador-geral da República, José Bonifácio Borges de Andrada. Teria aceito com um compromisso de autonomia que -aparentemente, segundo alguns colegas- não se confirmou.

Segundo informa a assessoria de Aras, Callou vai desempenhar as funções que exercia antes de assumir a força-tarefa da Lava Jato na PGR. Ele não será subordinado a Lindora Araújo. Apenas volta a integrar a força-tarefa de subprocuradores que atuam nos recursos da Lava Jato no STJ.

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