Ex-PM investigado no caso Marielle irá a prisão de segurança máxima

Na decisão também foi definido que o ex-PM investigado no caso Marielle deve permanecer em Bangu 1, na Penitenciária Laércio da Costa Pelegrino

Vereadora Marielle Franco do PSOL-RJVereadora Marielle Franco do PSOL-RJ - Foto: Guilherme Cunha / Alerj

A Justiça do Rio de Janeiro determinou nesta segunda-feira (14) a transferência do ex-PM Orlando Oliveira de Araújo, conhecido como Orlando de Curicica, para um presídio federal de segurança máxima. Uma testemunha do caso afirma que Orlando está envolvido na morte da vereadora Marielle Franco.

Leia também
Anistia Internacional cobra conclusão sobre caso de Marielle
Reconstituição do caso Marielle durou cerca de cinco horas
Investigação está chegando ao fim, diz Raul Jungmann sobre caso Marielle Franco


Na decisão também foi definido que Orlando deve permanecer em Bangu 1, na Penitenciária Laércio da Costa Pelegrino, enquanto o Depen (Departamento Penitenciário Nacional) decide para qual dos quatro presídios federais ele será encaminhado. Araújo nega ter planejado o assassinato da vereadora do PSOL, baleada em uma emboscada na região central da cidade, em 14 de março.

A Justiça acatou um pedido feito pelo Ministério Público fluminense. De acordo com os procuradores, a transferência "é de grande relevância para o interesse da segurança pública, visando inibir a atuação do preso em referência e de coibir eventuais associações criminosas, bem como quaisquer outras práticas que atentem contra o Estado e a população".

Preso preventivamente em Bangu por um homicídio ocorrido em 2015 e por outros crimes, o ex-PM estaria fazendo greve de fome por medo de ingerir comida envenenada, segundo relatou o advogado Renato Darlan.

Veja também

Diretor-geral da PF decide trocar chefe no Amazonas que pediu investigação contra Salles
PF

Diretor-geral da PF decide trocar chefe no Amazonas que pediu investigação contra Salles

Bolsonaro comete dois erros em afirmações sobre novo toque de recolher na Argentina
Deslize

Bolsonaro comete dois erros em afirmações sobre novo toque de recolher na Argentina