Ex-presidente Lula critica Moro por receber auxílio-moradia

O petista também afirmou que não guarda raiva, mas que tem gente que usa o cargo como dirigente partidário

Juiz federal Sérgio MoroJuiz federal Sérgio Moro - Foto: Pedro de Oliveira/ ALEP/ Fotos Públicas

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, na manhã desta terça-feira (06), o juiz Sergio Moro por receber auxílio-moradia. O petista reproduziu em sua página oficial no Twitter alguns trechos de sua entrevista concedida à Rádio Jornal, na qual criticou o Ministério Público e aconselhou os brasileiros que não receberam reajuste salarial a requererem o benefício.

"Agora aprendi uma nova: o povo brasileiro que não tem aumento de salário, por favor, façam como juiz Moro e requeiram auxílio-moradia. Ou façam como os procuradores, porque isso que está na imprensa", afirmou, reproduzindo a declaração na rede social. A reportagem revelou recentemente que o juiz Sergio Moro recebe auxílio-moradia mesmo tendo imóvel próprio em Curitiba.

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"Como pode uma pessoa que recebe 30 mil requerer auxílio-moradia porque não teve aumento de salário, enquanto o povo está sem despejado, enquanto as pessoas que ganham um salário mínimo não têm mais Minha Casa, Minha Vida?", declarou o ex-presidente.

Lula também afirmou que não guarda raiva, mas que tem gente que usa o cargo como dirigente partidário. Sobre a postura adotada após a confirmação da condenação pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) no caso do tríplex em Guarujá, Lula voltou a dizer que não existem provas e que o juiz Moro inventou uma história para dar respaldo ao powerpoint feito pelo Ministério Público.

O petista disse ainda que não está desrespeitando a Justiça, mas defendendo a própria honra. Se eu disser que respeito a decisão, minha bisneta, quando tiver dez anos, vai me chamar de covarde, disse.

Sobre a possibilidade de fugir do país para evitar a prisão, argumento usado por juiz de Brasília para autorizar a apreensão do passaporte do ex-presidente no final de janeiro, Lula respondeu: "A palavra fugir não existe na minha vida." Outra decisão judicial determinou a devolução do documento.

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