Fernando Filho sugeriu exoneração, mas só a dele não resolveria

O retorno do socialista provocaria a saída apenas de Guilherme Coelho, que já é um voto favorável. Solução foi exonerar também Bruno Araújo e Mendonça Filho

Fernando Bezerra Coelho FilhoFernando Bezerra Coelho Filho - Foto: Divulgação

Ainda na segunda-feira (24), durante a reunião dos ministros, no Palácio do Planalto, com o presidente Michel Temer, ficou amarrado que todos os auxiliares parlamentares do presidente seriam exonerados para votar a favor da Reforma da Previdência.

Dado o zumzumzum, no entanto, sobre a Reforma Trabalhista, o ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, tomou a iniciativa de colocar-se à disposição do ministro da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy, para retornar à Câmara Federal e votar, já nesta quarta-feira (26), a favor da Trabalhista.

O retorno de Fernando Filho provocaria a saída apenas de Guilherme Coelho (PSDB), que já é um voto favorável à reforma. Não resolveria a equação em favor do governo, uma vez que os deputados federais do PSB, Severino Ninho e Creuza Pereira, representam votos contrários. A solução, então, foi exonerar também os ministros das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), e da Educação, Mendonça Filho (DEM). Assim, o governo passa, então, a contabilizar, desde já, três votos favoráveis na bancada pernambucana. As exonerações dos três saem no Diário Oficial desta quarta-feira (26).

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