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Política

Filho de governadora de Roraima e ex-secretários são presos

Investigações da PF supõem que uma organização criminosa, com relações com empresários e políticos, tenha desviado recursos públicos

Polícia Federal em operaçãoPolícia Federal em operação - Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Filho de Suely Campos (PP), governadora de Roraima, o empresário Guilherme Campos foi preso nesta quinta-feira (29) na operação Escuridão, da Polícia Federal (PF). A PF suspeita que ele esteja envolvido em desvios de recursos públicos do sistema penitenciário de Roraima.

Além de Guilherme Campos, também foram presos os ex-secretários de Justiça e Cidadania do estado Ronan Marinho e Josué Filho. Um dos mandados de busca e apreensão foi cumprido na casa da governadora, às 6h desta quinta.

As investigações da PF supõem que uma organização criminosa, com relações com empresários e políticos, tenha desviado recursos públicos -algo próximo a R$ 70 milhões- entre 2015 e 2018.

A PF está cumprindo 11 mandados de prisão preventiva e 20 de busca e apreensão em Boa Vista, capital de Roraima, e em Brasília. Todos os mandados foram expedidos pelo Tribunal de Justiça de Roraima.

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Segundo relato da PF, o esquema teve início em 2015 -primeiro ano do mandato de Suely Campos (PP)- com a contratação emergencial de uma empresa que tinha sido criada havia oito dias para fornecer alimentação aos presos no estado.

A investigação mostrou que a empresa superfaturava o valor da alimentação e informava entregar mais refeições que o efetivamente entregue. Além disso, a avaliação é que eram fornecidos alimentos de baixa qualidade.

Filmagens feitas durante a investigação e quebras de sigilo bancário e telefônico mostraram que os responsáveis pela empresa -que está em nome de laranjas- fizeram saques de cerca de 30% do valor dos contratos para o pagamento de propinas e enriquecimento ilícito dos reais donos do negócio.

O inquérito foi instaurado no ano passado. O nome da operação foi dado devido a uma das pragas bíblicas do Egito, que surgiu após os gafanhotos "na qual o povo foi colocado sob trevas em razão das ações do faraó".

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