Força-tarefa para barrar a manobra do caixa 2

Procuradores avaliam que a anistia ao caixa dois representaria um retrocesso

Pelo menos 48% dos usuários de cartão de crédito ficaram negativados por não pagarem a faturaPelo menos 48% dos usuários de cartão de crédito ficaram negativados por não pagarem a fatura - Foto: Reprodução/Internet

 

O procurador regional da República Carlos Fernando dos Santos Lima, membro da força-tarefa da Lava Jato, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o procurador e coordenador da força tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, também avaliam que a anistia ao caixa dois representaria um retrocesso. Na quinta-feira (24), os três defenderam a aprovação das medidas contra a corrupção, elaboradas pelo Ministério Público Federal, mas condenaram as manobras patrocinadas por parlamentares, com o intuito de minar as investigações.
“Os crimes serão aqueles praticados de hoje ou do dia da aprovação, da sanção da lei em diante. Se a dita anistia se refere aos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção ativa, corrupção passiva, peculato e evasão de divisas, isso pode ter reflexo sim em processos em curso e processos já encerrados, porque a lei penal retroage para beneficiar e nunca para prejudicar”, ressaltou Janot.
Para Carlos Fernando, a mobilização dos deputados tem relação direta com a delação de quase 80 executivos da empreiteira Odebrecht, que está em fase final de negociação. A delação deve citar políticos de todos os grandes partidos, como o presidente Michel Temer (PMDB), os ex-presidentes Dilma Rousseff e Lula (ambos do PT) e o chanceler José Serra (PSDB). “Querem soltar presos da Lava Jato e do mensalão”, opinou.
Segundo Dallagnol, anistiar o caixa dois “anularia a mensagem da Lava Jato de que estamos nos tornando efetivamente uma república, um lugar em que todos são iguais perante a lei e se sujeitam a ela independentemente de bolso, cor ou cargo”.

 

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