Geraldo nega divisão no PSB

Em entrevista à Rádio Folha 96,7 fm, candidato diz que não há restrições ao nome de Luciano Siqueira

Antônio Figueira, Augusto Coutinho e Paulo Câmara no Palácio do Campo das PrincesasAntônio Figueira, Augusto Coutinho e Paulo Câmara no Palácio do Campo das Princesas - Foto: Carol Brito/Folha de Pernambuco

 

Questionado sobre as críticas feitas dentro do PSB sobre a permanência do comunista Luciano Siqueira na vice da chapa socialista na Capital, o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), negou que haja brigas dentro do seu partido e aproveitou para criticar os adversários. O gestor garantiu que as decisões na legenda são tomadas com base "no diálogo e entendimento". Segundo ele, os desentendimentos são uma marca dos seus adversários.
"O PSB é um partido que tradicionalmente não tem briga. Eu não brigo com ninguém do PSB. Quero deixar aqui muito claro. O PSB está unido no Recife em torno da nossa candidatura. Isso está amplamente divulgado porque a gente trabalha conversando e unido. O outro lado tem muita briga, a gente não. Estamos unidos e coesos. Em vez de divergência e briga, tivemos convergência e ampliamos nosso conjunto de força", afirmou Geraldo Julio, em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM, ontem. Em seu guia eleitoral, Geraldo já chegou a explorar o rompimento entre João Paulo (PT) e seu sucessor João da Costa (PT).
Em contrapartida, as declarações de Geraldo Julio foram dadas em semana onde o candidato à Prefeitura de Olinda do PSB, Antônio Campos, criticou a permanência de Luciano Siqueira na chapa do PSB no Recife. Querendo se afastar do PCdoB na Cidade Patrimônio, administrada por 16 anos pelos comunistas, o advogado e irmão do ex-governador Eduardo Campos afirmou que a Executiva Nacional defende o afastamento.

"Defendemos sim uma posição clara do PSB. A Executiva Nacional tem o posicionamento de se distanciar do PCdoB", afirmou Campos. Na última segunda, o vice-presidente estadual do PSB, Luciano Vasquez, criticou a falta de diálogo no partido para fechar posição no segundo turno das eleições e o tesoureiro do PSB, Bruno Brennand, deixou o partido por motivos pessoais.
Mantendo o tom de polarização com o PT, Geraldo citou a herança que recebeu dos antecessores, ao explicar as dificuldades que enfrentou durante sua gestão. "Só governo o Recife há três anos e oito meses. O PT teve 12 anos", bateu. De acordo com ele, foi preciso "arrumar a casa" e enfrentar as dificuldades da crise nacional. "No tempo das vacas magras conseguimos fazer mais do que o PT no tempo das vacas gordas", comparou.
Geraldo afirmou que sua campanha tem sido propositiva, mas que os adversários adotaram o tom de "ataque". “Uma diferença de comportamento muito grande. A gente está discutindo aquilo que pode ser feito para melhorar o dia a dia do povo. E parece que o outro candidato fica fazendo campanha sempre falando de mim”, declarou.

 

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