Gestão se Serra: rápida, com erros e acertos

Comprou a briga e teve como aliados o Paraguai e a Argentina. Teve dificuldade para convencer o Uruguai, que acabou aderindo à ideia de tirar os venezuelanos do bloco.

 

A passagem de José Serra pelo Itamaraty foi polêmica. Desde o começo, enfrentou a ira dos países bolivarianos. Venezuela, Cuba, Nicarágua, Equador e Bolívia insistiam em dizer que houve um golpe no Brasil. Ele também foi um dos grandes responsáveis pela expulsão da Venezuela do Mercosul. Desde que tomou posse, assumiu uma posição crítica ao governo do presidente Nicolás Maduro, aliado da gestão petista.

 Comprou a briga e teve como aliados o Paraguai e a Argentina. Teve dificuldade para convencer o Uruguai, que acabou aderindo à ideia de tirar os venezuelanos do bloco.
Em outubro chegou a afirmar que: “No caso da Venezuela, considero sem esperança (reatar relações). Isso é impossível”, declarou.
Ele enfrentou manifestações e protestos agressivos em outros países, como em Buenos Aires, em dezembro.  Mas fez viagens consideradas bem sucedidas. Foi à China, à Índia e ao Japão, onde assinou bons acordos comerciais.
Em janeiro, desaconselhou o presidente da República a ir a Davos, na Suíça, para participar da reunião do Fórum Econômico Mundial. Temer enviou seus ministros, tendo à frente Henrique Meirelles.
Dizia a interlocutores que o protecionismo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tende a beneficiar o Brasil.  E de certa forma, acertou. Maltratado pelo novo governo dos EUA, o México mandou emissários ao Brasil, semanas depois da posse de Trump, para negociar um acordo de livre comércio.

 

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