Gestores negam irregularidades

As suspeitas contra os administradores foram encaminhadas ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que tem atribuição legal para investigá-los.

Luciana SantosLuciana Santos - Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

 

SÃO PAULO (FOLHAPRESS) - Os governadores suspeitos de ter se beneficiado com o escândalo conhecido como “Farra das passagens aéreas” negaram ter comitido irregularidades na época que estavam na Câmara Federal. As suspeitas contra os administradores foram encaminhadas ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que tem atribuição legal para investigá-los.
O chefe do Executivo do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), afirmou em nota que usou as cotas de passagem exclusivamente em atividades parlamentares e que não beneficiou terceiros. “Em nenhum momento foram expedidas passagens para familiares”, garantiu.
O governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), afirmou que seguiu as regras vigentes na época. “Não infringi qualquer norma vigente relativa ao uso de passagens no exercício do seu mandato, para fins pessoais e ou familiares”. O governador de Sergipe, Jackson Barreto (PMDB), declarou que está tranquilo e que confia nas investigações.

“Nunca fiz farras com essas passagens, nem beneficiei amigos ou parentes. Sempre viajei para cumprir minhas funções parlamentares no Brasil ou no exterior”, afirmou.

A governadora de Roraima, Suely Campos (PP), disse por meio de nota ter seguido as normas vigentes à época. O ex-deputado e ex-ministro Henrique Edu­ar­do Alves (PMDB-RN) não foi localizado. Segundo a assessoria do PMDB do Rio Grande do Norte, ele estava em viagem e não poderia responder aos questionamentos da reportagem.
A ex-deputada Luciana Genro (PSOL-RS) afirmou que não houve ilegalidade na sua atuação como membro do Congresso Nacional. “Meu mandato tinha uma regra: utilizar as passagens para fazer política e apoiar lutas. É justo e legal usar a cota parlamentar para este fim”, disse.

 

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