Gilmar Mendes manda soltar mais quatro presos na Operação Rizoma

Pela decisão de Gilmar Mendes, todos estão proibidos de deixar o país sem autorização da Justiça, de manter contatos com outros investigados, e devem entregar o passaporte em 48 horas

Gilmar MendesGilmar Mendes - Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes mandou soltar nesta sexta (18) mais quatro investigados que foram presos na Operação Rizoma, da Polícia Federal (PF), deflagrada no mês passado, no Rio de Janeiro. Pela decisão do ministro, todos estão proibidos de deixar o país sem autorização da Justiça, de manter contatos com outros investigados, e devem entregar o passaporte em 48 horas.

Com a decisão, serão libertados os investigados Ricardo Siqueira Rodrigues, Carlos Alberto Valadares Pereira, Adeilson Ribeiro Telles e Marcelo Borges Sereno. Todos são acusados de participação em desvios nos fundos de pensão Postalis, dos Correios, e Serpros, do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).

Leia também:
Gilmar Mendes solta Milton Lyra, apontado como operador do MDB


A prisão dos envolvidos foi determinada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal no Rio de Janeiro. Segundo as investigações, valores oriundos dos fundos de pensão eram enviados para empresas no exterior, gerenciadas por um operador financeiro. As remessas, apesar de aparentemente regulares, referiam-se a operações comerciais e de prestação de serviços inexistentes.

Ainda segundo a PF, depois de receber os recursos desviados, o operador financeiro pulverizava o dinheiro em contas de doleiros também no exterior, e eles disponibilizavam os valores em espécie no Brasil para suposto pagamento de propina.

Na terça-feira (15), Mendes também mandou soltar o empresário Milton Lyra, outro investigado na operação.

Veja também

Diretor-geral da PF decide trocar chefe no Amazonas que pediu investigação contra Salles
PF

Diretor-geral da PF decide trocar chefe no Amazonas que pediu investigação contra Salles

Bolsonaro comete dois erros em afirmações sobre novo toque de recolher na Argentina
Deslize

Bolsonaro comete dois erros em afirmações sobre novo toque de recolher na Argentina