Gilmar suspende colocação de tornozeleira em Guido Mantega

O processo, sustenta, nada tem a ver com a Petrobras e por isso não deveria ser investigado pela força-tarefa do Paraná

Ministro do STF, Gilmar Mendes. Ministro do STF, Gilmar Mendes.  - Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendeu decisão do juiz Luiz Antonio Bonat, da 13ª Vara Federal de Curitiba, para que o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega se apresente à Justiça, onde seria instalada nele uma tornozeleira.

Na semana passada, o advogado Fabio Tofic Simantob, que representa Mantega, pediu ao tribunal que retirasse de Curitiba o processo em que o ex-ministro é investigado por supostamente receber propina de executivos da Odebrecht.

O processo, sustenta, nada tem a ver com a Petrobras e por isso não deveria ser investigado pela força-tarefa do Paraná, que se dedica a esclarecer crimes praticados no âmbito da estatal.

Leia também:
Conselho pune com censura promotor que chamou Gilmar Mendes de 'laxante'
Juiz nega pedido de prisão, mas manda Guido Mantega usar tornozeleira eletrônica


Simantob já obteve decisões favoráveis que determinavam que outras investigações sobre as mesmas acusações fossem deslocadas para o Distrito Federal. Mendes determinou a suspensão da instalação da tornozeleira por entender que, antes de qualquer medida cautelar, é preciso saber se o processo continuará ou não tramitando em Curitiba.

O Ministério Público Federal fez o pedido alegando que Mantega pode fugir para a Itália, já que possui nacionalidade italiana. Segundo o advogado, os crimes investigados já têm quase uma década. No período, o ex-ministro sempre compareceu a todas as audiências marcadas, jamais dando sinais de que poderia sair do Brasil.

Veja também

Votos branco e nulo. Qual a diferença e efeitos?
Eleições 2020

Votos branco e nulo. Qual a diferença e efeitos?

Ausência do título de eleitor no momento da votação não impede o exercício do voto
STF

Ausência do título de eleitor no momento da votação não impede o exercício do voto