Governistas barram convocação de Padilha e AGU sobre caso Geddel

Oposição havia alegado que eram necessárias explicações sobre a prática de suposto crime de tráfico de influência e outros crimes

Vereadora Aline Mariano agora integra os quadros do PPVereadora Aline Mariano agora integra os quadros do PP - Foto: Paullo Allmeida

A base aliada do presidente Michel Temer conseguiu impedir, nesta quarta-feira (30), a convocação do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da advogada-geral da União, Grace Mendonça, para prestar esclarecimentos na Câmara dos Deputados sobre o episódio que culminou na demissão de Geddel Vieira Lima da Secretaria de Governo.

Deputados do PT, principal partido de oposição ao governo Temer, protocolaram cinco requerimentos na Comissão de Fiscalização e Controle da Casa para a convocação de Padilha, Grace e do subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo Rocha, alegando que eram necessárias explicações sobre a prática de suposto crime de tráfico de influência, advocacia administrativa e abuso de poder para atender a interesses pessoais no caso Geddel.

O agora ex-ministro foi acusado pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de tê-lo pressionado a rever decisão do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional) que impede a construção de um empreendimento imobiliário em Salvador onde Geddel comprou apartamento.

Em depoimento à Polícia Federal, Calero disse ainda que Temer o "enquadrou" no intuito de encontrar uma "saída" para o obra. Além do presidente, Calero implica Padilha e um dos assessores do ministro, Gustavo Rocha, que o teriam orientado a levar o processo à AGU (Advocacia-Geral da União), que teria uma "solução" para o impasse criado.

Além dos requerimentos dos deputados Jorge Solla (PT-BA) e Adelmo Carneiro Leão (PT-MG) para a convocação de Grace, Padilha e Rocha, o pedido de Paulo Pimenta (PT-RS) para realizar audiência pública com representantes do Ministério da Cultura, Iphan e outros órgão para debater a fiscalização em obras e a cópia de "toda a documentação referente ao processo" do empreendimento também foram negados pela comissão.

Na sexta-feira (25), com o agravamento da crise política, Geddel pediu demissão do cargo.

Outros requerimentos

A derrota acachapante da oposição não se restringiu ao caso Geddel. Também petista, o deputado Paulão (AL) apresentou requerimento para a convocação do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e da presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos, à comissão para esclarecer a devolução antecipada de recursos emprestados ao BNDES na ordem de R$ 100 bilhões.

A medida foi tomada pela equipe econômica de Temer em meio à crise nas contas públicas, mas o pedido do parlamentar do PT também foi rejeitado pela comissão.

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