Governo diz que retomará 1,6 mil obras paradas

Apenas 1.100 obras recomeçam imediatamente, mas a intenção do governo é entregar todos até dezembro de 2018

Osmar Ricardo (PT)Osmar Ricardo (PT) - Foto: Câmara Municipal do Recife

Após anunciar em julho que retomaria 2.000 obras paradas pelo país, o governo do presidente Michel Temer reduziu nesta segunda-feira (7) o número para 1.600 empreendimentos. Apenas 1.100 recomeçam imediatamente, mas a intenção do governo é entregar todos até dezembro de 2018. Em discurso, o presidente estimou a meta de gerar até 45 mil empregos com a retomada das obras.

"A tese de prosseguir com as obras paradas tem em vista o que nosso governo quer, que é a geração de empregos. E há expectativa de que as obras terão sequência posteriormente", afirmou Temer. Apesar do corte de 20% na quantidade de projetos que o governo pretende retomar, o valor de gastos para a conclusão dos projetos anunciado hoje foi o mesmo de quatro meses atrás, R$ 2 bilhões.

"Há disponibilidade financeira", garantiu o ministro da Casa Civil Eliseu Padilha, dizendo que vai colocar a lista de obras na internet para que sejam fiscalizadas pela população. O ministro da Casa Civil disse ainda que há "mais de 30 mil" obras paradas e que muitas delas serão retomadas pelos ministérios, de forma independente, sem informar as quantidades.

Sobre a redução do número de obras que vão ser reiniciadas em relação ao anúncio de julho, Padilha disse que as obras anunciadas são as que se encaixam num padrão de até R$ 10 milhões restantes para a conclusão e que podem ser concluídas até 2018. "Não houve por parte do governo a fixação de um número [em julho]. O número veio agora", disse Padilha em declaração oposta ao que disse o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, em cerimônia no Palácio do Planalto em julho.

Redução
Dyogo Oliveira também afirmou que os municípios e Estados vão poder reduzir o tamanho das obras para não precisar colocar as contrapartidas previstas. Segundo ele, caso haja redução, o valor também terá que cair na mesma proporção. "Se ele previa uma creche para 12 salas, ele poderá fazer uma creche para 8. Isso facilita a retomada das obras", afirmou o ministro. No anúncio de julho, Dyogo Oliveira informava que o governo priorizaria a retomada das obras com valores abaixo de R$ 10 milhões para melhorar o desenvolvimento do comércio local e também levar mais empregos a mais regiões.

De acordo com os números anunciados agora, 1.071 cidades serão beneficiadas. Em São Paulo, serão 132 municípios que receberão R$ 291 milhões. As obras de saneamento, com 342 projetos, são as que vão receber mais recursos, R$ 1 bilhão para a conclusão; seguidas das obras de creches e pré-escolas, com 445 obras retomadas, estimadas em R$ 570 milhões.

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