Governo: PL foi melhor estratégia

O projeto de lei, na avaliação do grupo, foi a melhor estratégia para o aumento salarial dos cerca de 21 mil homens hoje na ativa

Milton Coelho afirma: “Estamos fazendo, sim, um nivelamento com a Polícia Civil”Milton Coelho afirma: “Estamos fazendo, sim, um nivelamento com a Polícia Civil” - Foto: Jedson Nobre/Arquivo Folha

Numa espécie de contra-ataque o governo estadual reuniu, na última terça-feira (7), três secretários e o procurador- geral, para sair em defesa da Lei complementar 1166, que estabelece alterações na estrutura remuneratória e na carreira dos policiais militares de Pernambuco. O grupo ainda fez duras críticas aos rumos que as associações de classe tomaram desde o início das negociações.

O governo lamentou que os dirigentes das associações tenham comemorado o sucesso da operação padrão, quando os militares fizeram a entrega dos cargos no Programa de Jornada Extra (Pjes) e o Estado viu uma escalada da violência.
O projeto de lei, na avaliação do grupo, foi a melhor estratégia para o aumento salarial dos cerca de 21 mil homens hoje na ativa. Isso porque, dá opção de uma progressão salarial horizontal por disciplina e desempenho, além da vertical, que é a mudança de patente.

Os reajustes serão maiores para os últimos cargos das carreiras de praça e de oficial, com um aumento de 40% para os coronéis e subtenentes. Os demais estão na faixa dos 27%. Os novos valores serão repassados em três momentos, caso o pacote passe na Alepe.

O primeiro em maio, o segundo em abril de 2018 e o último em dezembro de 2018. Daqui a três meses, o salário de soldados passará de R$ 3.219,88 para R$ 3.549,69. “Estamos fazendo, sim, um nivelamento com a Polícia Civil. Então, essa reclamação de que não há paridade não existe.

O soldado terá salário inicial maior que o de agente. O praça vai chegar a R$ 4.101 em dezembro de 2018”, disse o secretário de Administração, Milton Coelho. O gestor ainda destacou que serão realizadas 1,8 mil promoções de patente no próximo dia 6 de março, que somada a outras promoções em 2015 e 2016, chegarão a quase 10 mil ascensões de cargos em três anos.
Sobre o impacto financeiro, o secretário de Planejamento, Márcio Stefanni, informou que entre 2015 e 2016 a folha de pessoal teve incremento de R$ 482 milhões, e que agora, só com o reajuste para os militares, o impacto é de R$ 303 milhões. Em 2018 deve chegar a R$ 600 milhões e R$ 900 milhões em 2019. “Cada mês desse acordo vai custar R$ 36 milhões aos cofres.

Apesar de continuarmos em crise, o Estado vai conseguir pagar essa conta, porque conseguiu economizar nos últimos dois anos”, avaliou. Stefanni ainda explicou que ao soldo foram incorporadas gratificação de risco de vida e transporte, mas que o auxílio farda e gratificações por exercício de função permanecem. “Um projeto que implica em despesas como essas não pode acarretar em diminuição de salário”, assegurou.
Para o secretário de Defesa Social, Ângelo Gioia, o debate com as associações extrapolou temas de carreira e salário, caindo numa rede de vitrine politica. “Qualquer que fosse a proposta as associações iriam espernear. O que está se discutindo é a perda de espaço político”, alfinetou. Gioia completou que a “SDS está de olho em qualquer um que investir no caos”, e que vai acionar o Judiciário para punições.

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