Haddad cola em Paulo. Oposição aposta em voto desconectado

Avalia-se que as intenções de votos não têm apresentado vinculação

Armando Monteiro, Fernando Haddad e Paulo CâmaraArmando Monteiro, Fernando Haddad e Paulo Câmara - Foto: Divulgação

Na coligação Pernambuco Vai Mudar, prevalece o seguinte entendimento: no Estado, percorrem curvas ascendentes nas pesquisas, hoje, o presidenciável Fernando Haddad e o candidato a governador Armando Monteiro Neto. O resultado da última Datafolha, na qual o petebista cresceu seis pontos, sedimentou a tese de que as coisas estão dando certo. Resultado: não há pressa de Armando para definir quem será seu candidato ao Planalto. Se ele não estabeleceu "deadline", os aliados também não estão ansiosos. Por uma razão: avalia-se que as intenções de votos para presidente, governador e senador não têm apresentado vinculação. Em outras palavras, o voto do eleitor em Haddad não anula a opção de ele votar em Armando. Na Paraíba, onde o governador Ricardo Coutinho, do PSB, é aliado de primeira hora do PT, o candidato a Senado do PSDB, Cássio Cunha Lima, lidera as pesquisas. De acordo com o Ibope, o tucano figura com 40%, enquanto o candidato socialista, Veneziano Vital do Rêgo, aparece com 34%. Cássio pede voto para Geraldo Alckmin, do PSDB. Em Pernambuco, os tucanos estão na aliança de Armando, que não omitiu compromisso original de voto no ex-presidente Lula. Em consequência, evitou aparecer em eventos ao lado de Alckmin, a exemplo do ato em Petrolina de lançamento das candidaturas de Antonio Coelho e Fernando Filho. Ontem, quando Alckmin passou por Pernambuco, ele e Armando também não se encontraram. Hoje, Fernando Haddad cumpre agendas com Paulo Câmara no Recife, em Caruaru e em Petrolina. A proposta é firmar, na terra do ex-ministro Fernando Filho, que "Lula está com Haddad e com Paulo", como já prega nova inserção da Frente Popular. A oposição, no entanto, segue a linha de que o voto anda "desconectado".

"Não se obriga, se conquista"
Em entrevista à rádio local ontem, Alckmin foi assertivo: "Meu candidato é Armando Monteiro”. E emendou: "Em política não se obriga, se conquista”. "A falta de identificação com o Nordeste" tem sido apontada por oposicionistas como um dos empecilhos para que o tucano tenha espaço mais efetivo no palanque.

Sem pressão > Indagado sobre quem será seu candidato à presidência, Armando Monteiro, à coluna, é sucinto: "Essa pauta, no momento, é mais dos políticos do que do povo". O processo de consulta de Armando junto aos aliados está se concluindo.

Desencontro > No domingo, quando Ciro Gomes desembarca em Pernambuco, Armando estará em Limoeiro, no Agreste. Aliados já defenderam que ele declarar voto no pedetista

Expulso > Desde a quarta-feira, como a coluna cantara a pedra, integrantes da Rede já admitiam a possibilidade de ficar sem candidato na corrida pelo Palácio das Princesas. Ontem, após reunião da Executiva Nacional, a sigla formalizou decisão de expulsar Julio Lossio, que deu-se por unanimidade.

Efeito Bolsonaro > Em nota, a Rede aponta infidelidade partidária e diz que “pedirá, junto à Justiça Eleitoral, o cancelamento do registro de candidatura de Julio Lossio”. Em nota, Lossio tachou a manifestação da sigla de "opressiva e antidemocrática". Prometeu que a "campanha seguirá".

Defesa > Segundo informações que circularam ontem, a ex-ministra do TSE, Luciana Lóssio, deve ser a advogada do ex-prefeito de Petrolina na questão de expulsão da Rede.

Anfitriões > Isabella de Roldão recebe Ciro Gomes no aeroporto amanhã. Ciro estará, às 15h, em ato no auditório do colégio Maria Auxiliadora. A parada final será o comitê de Túlio Gadêlha.

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