Hashtag #bolsonaro2018 nos Trending Topics do Twitter após a vitória de Trump

Deputado federal estará em Pernambuco nesta quinta-feira (10). Confira entrevista com ele sobre assuntos como sua candidatura à presidência da República

Paulo CâmaraPaulo Câmara - Foto: Brenda Alcântara/Folha de Pernambuco

Na manhã desta quarta-feira o deputado federal entrou nos trending topics (assuntos mais comentados) do Twitter com a hashtag #bolsonaro2018 após a vitória de Donald Trump nas eleições americanas. Ele cumprirá agenda política e com as Forças Armadas em Pernambuco nesta quinta-feira (10).

No momento em que o País começa a questionar a existência do foro privilegiado, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) defendeu, seu fim. Na sua opinião, os parlamentares têm que dar exemplo. "Porque o que interessa do foro privilegiado não é a palavra privilegiado. O que interessa é que, como o Supremo está entulhado de processos, isso aí acaba prescrevendo", avaliou o deputado.

Em entrevista exclusiva à Folha de Pernambuco, Bolsonaro falou ainda sobre a "falência" da esquerda, reforma política, PEC do Teto, candidatura à presidência da República, a invasão dos estudantes às universidades, chamados por ele de “molecada manipulada”.

O juiz Sérgio Moro levantou recentemente a possibilidade do fim do foro privilegiado. O senhor concorda?
Concordo. Você tem que ser igual a todo mundo. Tem que dar exemplo, porque o que interessa do foro privilegiado não é a palavra privilegiado. O que interessa é que, como o Supremo Tribunal Federal (STF) está entulhado de processos, isso aí acaba prescrevendo. Por isso que o foro interessa a alguns parlamentares. Eu não me candidatei pensando na imunidade parlamentar, em foro.
Passados mais de seis meses após Temer assumir o comando do País, qual a sua avaliação sobre o Governo?
Ele pegou o Brasil arrebentado. A questão econômica, moral, ética, e esta com problema também, porque corre paralelamente a Operação Lava Jato. Porém, o mais importante foi colocar um ponto final no ciclo do PT. Logicamente, não é o presidente dos meus sonhos, mas também não tenho crítica a fazer, dada a situação em que ele pegou do Brasil.
O Congresso Nacional voltou a discutir a Reforma Política. Alguns parlamentares já questionam o novo financiamento. O que o senhor acha sobre a reforma política e o que precisa avançar?
O financiamento já foi decidido. Não se toca mais nisso. O que interessa, no meu entender, agora, é discutirmos os seguintes assuntos: Cláusula de barreiras e fim das coligações. Ou seja, eles querem colocar limite. Para funcionar,qualquer partido, a partir de 2019, nas eleições de 2018, vai ter que ter, no mínimo, 2% dos votos nacionais do total dos eleitores e ,um mínimo de 2% em 14 Estados. A princípio, sobrariam nove partidos, se isso fosse aplicado lá atrás, em 2014. Também temos a proibição de coligações para proporcional. Nesse caso, cada partido concorreria de forma solteira. Nós limparíamos o Congresso. Mais de 20 partidos deixariam de existir. Isso aí seria um grande avanço.
O Governo Federal aprovou, recentemente, a PEC do Teto de Gastos na Câmara dos Deputados. O texto, que rendeu polêmica pelo seu teor, prevê um freio nos investimentos. O senhor considera necessária a medida?
Isso é uma decisão lá do Governo. Ninguém me consultou aqui, como a maioria dos parlamentares, sobre os impactos. Na realidade o Brasil está com déficit. Caiu a arrecadação. O nosso comércio externo, com essa âncora voltada para o Mercosul, perdemos muito. Nos últimos um ano e meio, em vez de você ter depósito de poupança, você está tendo saques mensais da ordem de R$ 5 bilhões. Ou seja, quem está perdendo o emprego - acabou o tempo do seguro desemprego - está limpando a poupança para sobreviver. Então, ele (Te­mer) tinha que fazer alguma coisa.
O que o senhor achou da invasão dos estudantes nas escolas contra a PEC do Teto?
Não concordo de nos referirmos a essas pessoas como estudantes. A maioria, como a prova do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) mostrou, não sabe nem fazer a regra de três simples. É uma molecada que está sendo manipulada por marmanjos do PT, PCdoB e PSOL.
O ex-presidente Lula vem defendendo a criação de uma nova frente de esquerda. É viável?
O Lula tem que estar preocupado com o que ele vai fazer dentro da cadeia e não começar a falar de frente de esquerda. A esquerda não deu certo em lugar nenhum do mundo. O que a esquerda pregou no Brasil através do populismo, faliu. Nada deu certo. Ele quer, logicamente, se salvar para poder sobreviver, e está naquela situação final.
O centrão, bloco ao qual o senhor e o seu partido integram, rejeita a reeleição de Rodrigo Maia para presidência da Câmara. O senhor concorda?
Nós vamos ter nomes nas eleições no começo do ano que vem. No momento, eu não sou a favor e nem contra o Maia. Se o cara estiver fazendo um bom trabalho, para mim ele pode continuar. Agora. tem que mudar o Regimento Interno e eu não aceito mudar o regimento, que seria casuístico, para ajudar Maia.
Existe hoje um vácuo de liderança no centrão após a saída de Eduardo Cunha, que era considerado o representante do bloco?
Há um vácuo de liderança nacional. Se você começar a falar quem são os candidatos a presidente em 2018 não vai falar mais que sete nomes. Você não foge dos nomes que já estão colocados.

Por falar em candidatos, o senhor será?
Não depende de mim. Depende do partido. Depende de uma serie de coisas. Eu gostaria que tivesse gente melhor que eu que representasse a direita. Eu vou fazer gestões junto a meu partido para que essa legenda seja minha.

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