Dom, 19 de Abril

Logo Folha de Pernambuco
Brasília

Humberto foca eleição do PT no podcast de amanhã

Eleição para a executiva nacional será no dia 6 de julho. Senador é o atual presidente da legenda, em mandato tampão

Senador Humberto Costa (PT)Senador Humberto Costa (PT) - Foto: Rafael Melo/Folha de Pernambuco

Caiu no colo do senador Humberto Costa (PT) a dura, árdua e problemática missão de coordenar o Processo de Eleição Direta (PED) do Partido dos Trabalhadores. Fez de tudo para unificar a sucessão de Gleisi Hoffmann e dele por extensão, na condição de presidente de mandato tampão da executiva nacional mas Edinho Silva, o preferido de Lula, não tem a liga necessária da unidade.

A eleição está marcada para 6 de julho. O segundo turno, se necessário, será em 20 de julho. O PT prevê a realização de ao menos dez debates entre os cinco candidatos Edinho Silva (CNB Construindo um Novo Brasil), Valter Pomar (Articulação de Esquerda), Romênio Pereira (Movimento PT), Rui Falcão (Novo Rumo) e Washington Quaquá (CNB dissidente).

Amanhã, Humberto estará no meu podcast "Direto de Brasília", em parceria com a Folha de Pernambuco, tratando da sua sucessão e das eleições nos Estados. Além da direção nacional, o PT renova os comandos estaduais e municipais. Após 12 anos, a sigla decidiu retomar o modelo de eleições diretas para as instâncias partidárias.

Nas duas últimas duas eleições em 2017 e 2019 a deputada Gleisi Hoffmann foi eleita e reeleita presidente do PT, com apoio de Lula, em votação híbrida. Representante da corrente "Construindo um Novo Brasil (CNB)", Edinho Silva é ex-prefeito de Araraquara (SP) e ex-ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social do governo Dilma Rousseff. É o candidato preferido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A CNB, porém, enfrenta um racha interno entre seus filiados. Segundo fontes, Lula teria sinalizado que apoia Edinho em uma das principais causas da crise interna: a distribuição de cargos na nova direção partidária. De acordo com relatos de interlocutores, o chefe do Executivo teria concordado que o futuro presidente do PT deve ter autonomia para indicar nomes da sua confiança para determinadas funções na direção partidária.

A tesouraria do PT é tida como o grande pano de fundo da crise que tomou a eleição interna. É ali que se faz a gestão do fundo eleitoral e do fundo partidário, o que confere ao ocupante da vaga um enorme poder de influenciar a gestão da sigla. "A próxima gestão do PT, com toda certeza, será uma gestão de continuidade para fazer com que o partido possa continuar avançando da mesma forma que avançou durante esse período anterior", disse Humberto, numa recente entrevista.

Veja também

Newsletter