Humberto sobre pré-candidatura de Marília: 'Não saiu do lugar'

Diretório municipal vai tomar posição no dia 15 de junho

Senador Humberto Costa Senador Humberto Costa  - Foto: Léo Malafaia/Folha de Pernambuco

O senador Humberto Costa admite, quando o assunto é o cenário nacional, que há certa "animosidade" e "mal-estar" no campo das Oposições. A dificuldade não reside entre as lideranças do Congresso Nacional, segundo o petista, mas é latente entre as direções dos partidos de Oposição. Nas palavras de Humberto, "esse mal-estar" tem a ver com "o processo de discussão das eleição municipais". Admite que o "clima ruim" deriva da ideia de que "o PT quer tudo e abre mão poucas vezes". Ele argumenta que o PT "poderia ter feito um movimento maior e melhor para construção da unidade das esquerdas nas eleições municipais".

Em Pernambuco, o senador integra a ala do partido que defende a manutenção da aliança com a Frente Popular. Mas o Diretório Nacional já antecipou posição em favor de uma candidatura da deputada Marília Arraes à Prefeitura do Recife, enquanto o PSB trabalha o projeto majoritário do deputado federal João Campos. O diretório municipal do PT, no entanto, não aceita a posição da nacional de bom grado. Segundo Humberto, o estatuto determina que o Diretório Municipal vai tomar posição ainda sobre o assunto em reunião já agendada para o dia 15 de junho. Por larga maioria, a instância municipal defende aliança com o PSB. "A pré-candidatura de Marília Arraes já foi lançada há mais de um mês e, de lá para cá, nada aconteceu, não saiu do lugar", alfineta o senador. E avisa: "O diretório municipal deve apresentar recurso ao diretório nacional e vai fazer". Humberto falou, ontem, em entrevista à Rádio Folha FM 96,7. Na semana passada, o PT protocolou junto com mais seis partidos de Oposição um pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro. O movimento gerou arestas com partidos como PDT e PSB, que já haviam ingressado com pedidos separados anteriormente, sem que o PT acompanhasse. Do PSB, o deputado Danilo Cabral chegou a criticar: "Se cada um quiser um processo pra chamar de seu, não vamos a lugar algum”. A conferir.

 

Sanção nos 45 do 2º tempo com vetos
á era noite de ontem quando os governadores tiveram acesso à informação de que o presidente Jair Bolsonaro havia sancionado o PLP 39/2020, referente ao socorro aos estados e municípios. Fez isso com alguns vetos que não estavam nos planos dos gestores, no entanto. Reajuste de servidores, dívidas com organismos internacionais e suspensão de concursos públicos enquanto durar a pandemia estavam no radar como tópicos alvos de vetos.
Está por vir > Na análise do senador Humberto Costa o pedido que deve ser levado em consideração para abertura do processo de impeachment ainda está por ser feito. "Acredito que vai ser aquele que a OAB deve fazer aí um pouco mais para frente", vaticina.
Renda no... > O deputado federal João Campos fez as contas, mirando já o fim o auxílio emergencial de R$ 600, que passou a atender, na pandemia, muitos cidadãos, até então, invisíveis aos olhos do Estado. O socialista calcula 59 milhões de CPFs ou contas contemplados, hoje, capazes de beneficiar mais de uma pessoa, chegando a atingir 100 milhões. Daí, João deduz que, encerrado o benefício, haverá uma lacuna de cerca de 60 milhões que nem estão no Bolsa Família, nem inseridos no mercado de trabalho.
...pós-pandemia > Com base nesse cálculo, o deputado articulou uma Frente Parlamentar Mista em Defesa da Renda Básica. A ideia é trabalhar pela manutenção do auxílio no pós-pandemia. Lembrando que, desse total de 100 milhões alcançados, 43, 5 milhões são do Bolsa Família e serão subtraídos. O estudo vai gerar um projeto, que deve ser apresentado a Rodrigo Maia. 

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