Índice pode evitar que crise do Rio se repita

Cristiano lembra que Rio, hoje falido, até bem pouco era vendido como um estado rico

Cristiano lembra que Rio, hoje falido, até bem pouco era vendido como um estado ricoCristiano lembra que Rio, hoje falido, até bem pouco era vendido como um estado rico - Foto: Bruno Campos

 

No passado, um dos estados mais ricos do País, o Rio de Janeiro foi vendido nos últimos anos como exemplo de desenvolvimento, na euforia de ser a sede das Olimpíadas e do pré-sal. O céu de brigadeiro desabou em meio à crise econômica que mostrou que a realidade financeira do município estava muito além do que era apresentado pelo governo estadual.

O procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPCO), Cristiano Pimentel, acredita que a criação do Índice de Convergência e Consistência Contabil será estratégica para evitar que situações como a do Rio se repitam em Pernambuco.

"Esse índice é importante para medir a segurança das informações contábeis dos municípios. A prefeitura pode ter uma boa transparência, mas suas informações contábeis podem não refletir o seu verdadeiro estado. É preciso saber a dívida real, o passivo da previdência e visualizar a situação do município a longo prazo. Isso é importante para não se repetir o que aconteceu no Rio ", avaliou.

O procurador avalia que é preciso que as prefeituras façam um planejamento contábil com consistência e visando os próximos anos. A saúde contábil dos municípios não pode ser medida apenas com uma avaliação simples. "É preciso ter um diagnóstico real dos municípios. A prefeitura pode ter uma boa transparência e suas informações contábeis não refletir a situação real das suas contas", alertou.

 

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