Instituto Lula compara Lava Jato a humorístico para criticar investigação

Defesa do ex-presidente utilizou quadro do "Porta dos Fundos" para se referir à força-tarefa

Bruno Araújo conversa com o governador Paulo Câmara durante cerimônia em PaulistaBruno Araújo conversa com o governador Paulo Câmara durante cerimônia em Paulista - Foto: Anderson Stevens/FolhaPE

A assessoria do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou, nesta terça-feira (11), uma nota em que compara os métodos adotados por agentes da Operação Lava Jato a um esquete do humorístico "Porta dos Fundos".

Valendo-se de reportagem publicada pela Folha de S.Paulo nesta terça, a nota afirma que, "mais uma vez, procuradores da força-tarefa tentam forçar delações para incriminar Lula a qualquer custo".

O Instituto Lula faz referência ao texto "Lava Jato recusa delação de ex-diretor da Odebrecht próximo de Lula", que trata de uma proposta de acordo com ex-diretor da Odebrecht Alexandrino Alencar, um dos executivos da empreiteira ligados ao ex-presidente. Procuradores da Lava Jato e da Procuradoria-Geral da República rejeitaram a delação por considerarem haver indícios de que o delator esconde informações para proteger Lula.

Um dos pontos que incomodaram os procuradores, segundo a reportagem, foi fato de Alencar insistir que Lula, de fato, fez as palestras pagas pela Odebrecht. Para os investigadores, parte delas não foi realizada e há indícios de casos de superfaturamento.

Segundo a nota do instituto, os investigadores estão pressionando Alencar "a dizer que as palestras do ex-presidente teriam sido fictícias, quando todas as palestras aconteceram".

"A acusação feita aos procuradores é grave, séria e precisa ser apurada", diz a nota, que exibe um quadro em que o ator caracterizado de agente da PF ignora as delações feitas por um empresário contra membros de outros partidos, mas se entusiasma quando um delator diz que o prato de um jantar "é arroz de lula".

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