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Já com Haddad ao lado, Paulo mantém vantagem de 10 pontos

Armando não anunciou seu candiato à Presidência. O governador já colou em Haddad

Paulo Câmara e Armando Monteiro Paulo Câmara e Armando Monteiro  - Foto: Anderson-Stevens

A menos de 15 dias da eleição, a terceira rodada da pesquisa Folha de Pernambuco/Ipespe aponta o governador Paulo Câmara com 36% das intenções de voto (tinha 35%) e o senador Armando Monteiro Neto com 26% (tinha 25%). Em outras palavras, os 10 pontos de vantagem do candidato socialista foram mantidos. A pesquisa foi a campo entre 22 e 23 de setembro. Enquanto o petebista ainda não anunciou quem será seu candiato à Presidência da República, Paulo Câmara passou o sábado e o domingo em agendas, no Estado, com o presidenciável Fernando Haddad, que tem traçado curva ascendente nas amostras referentes à corrida presidencial. Segundo o Ibope divulgado anteontem, o petista passou a figurar, em simulação de segundo turno, à frente do candidato do PSL, Jair Bolsonaro. Armando, por sua vez, tem afirmado, como a coluna registrara, que não vem recebendo cobrança da população para definir o candidato ao Planalto. Aliados dele apostam no "voto desconectado". Leia-se: o crescimento do candidato à Presidência da República não necessariamente se refletiria em aumento das intenções de voto do candidato a governador. Em Pernambuco, o desempenho de Haddad ainda não acarretou crescimento de Paulo Câmara, segundo o Ipespe. As oscilações do socialista e do petebista ocorreram dentro da margem de erro (3,5 pontos). Se a diferença entre os dois é de 10 pontos, o percentual de "não sabe/não respondeu", é de 9% (era 11%). O demais candidatos continuam pontuando entre 1% e 2% em sinal da polarização que se consolidou. Na aferição do Senado, também prevaleceram as oscilações. Jarbas Vasconcelos segue liderando a corrida, com 37% (tinha 35%), seguido de Humberto Costa, com 30% (tinha 29%), e de Mendonça Filho com 24% (tinha 25%). Os deputados Silvio Costa, com 10% (tinha 10%), e Bruno Araújo, com 10% (tinha 8%), aparecem empatados. O candidato Pastor Jairinho manteve os 4%.

Para a Rede, já é "ex"
Membro das executiva estadual e nacional da Rede, Roberto Leandro, assim como o porta-voz nacional, Pedro Ivo, já trata Julio Lossio como "ex-candidato".

Sem papas > Na análise de Roberto Leandro, o que Lossio fez foi um "equívoco", e uma "burrice política". Diz que "ele (Lossio), agora, está tentando justificar". Roberto afirma que Lossio "perdeu voto com isso". As observações se deram em entrevista à CBN Recife.

Sem clima > Roberto pondera que Lossio "pode até ganhar um voto conservador se, por acaso, a Justiça permitir que ele continue candidato". Mas adverte: "Caso isso ocorra, vamos recorrer a todas as instâncias. Politicamente, nós dizemos que ele não é mais candidato da Rede".

Esquecida > Lossio atribuíra à questão de "ordem pessoal" entre Coronel Meira e Roberto Leandro o imbróglio que resultou na decisão da Rede de lhe expulsar. Roberto negou e realçou a "dificuldade que nosso ex-candidato tinha de falar no nome de Marina".

Bastidores > Ainda segundo Roberto, os candidatos proporcionais da Rede passaram uma semana sem aparecer no guia, porque Lossio "não viabilizou isso". Criticou ainda o fato de ele ter mandado equipe "cobrar R$ 6 mil da candidata ao Senado (Adriana Rocha) para veicular clipe".

Um nó > Não está fácil nem para os candidatos entenderem os arranjos eleitorais. Durante o debate, promovido pelo Sistema Jornal do Commercio, ontem, Dani Portela, ao recordar as alianças de 2014, observou que Paulo Câmara estava, ali, junto com "Aécio Campos". Logo se desculpou e corrigiu.

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