João Paulo prevê nova correlação de forças

Para o petista, PSDB e DEM farão uma aliança capaz de transformar a conjuntura política no Estado

Rádio Matraquinha na Fazendinha do PlazaRádio Matraquinha na Fazendinha do Plaza - Foto: divulgação

Candidato à Prefeitura do Recife, ex-prefeito João Paulo (PT), avaliou, nesta quinta-feira (20), que a ausência de PSDB e DEM da campanha de Geraldo Julio (PSB) é sintomática e pode promover um realinhamento político, sobretudo, visando às eleições de 2018. O petista acredita que obterá a maioria dos votos dos ex-candidatos Daniel Coelho (PSDB) e Priscila Krause (DEM), cujos partidos anunciaram apoio à candidatura do prefeito Geraldo Julio (PSB), mas não estão engajados na campanha e anunciaram “neutralidade”.

“Nessa eleição, um tsunami passou pelo Estado de Pernambuco e vai mudar a conjuntura política do Estado”, declarou, em entrevista à Ràdio Folha 96,7 FM. “A meu ver, o grande feito disso (desta ausência) não é só a disputa. Vamos ter um grande realinhamento político. Com novas acomodações em solo pernambucano, vamos ter um cenário totalmente diferente em 2018”, analisou. Os partidos anunciaram apoio por meio de nota ao prefeito, porém, destacaram não quererem cargos em troca.
Contudo, nos bastidores, PSDB e DEM se articulam para consolidar a aliança entre eles, com ações nas Casas Legislativas, visando a eleição de 2018.

O ex-prefeito também destacou a divisão do PSB em relação à votação da PEC do Teto de Gastos Públicos. “Acho que o PSB está dividido, uma base mais à esquerda, ideológica e uma base que dá sustentação à PEC 241. O sentimento que tenho é que (o governador) Paulo Câmara se distanciou (deste projeto)”, colocou.

João Paulo reiterou, ainda, que o prefeito começou a atacá-lo e ao PT por “desespero”. Segundo ele, apesar de estar na frente das pesquisas, Geraldo Julio obteve uma derrota ao não conseguir se reeleger no primeiro turno. Parafraseando o cantor Raul Seixas, o petista ironizou: “eu sou a mosca que pousou em sua sopa”. Numa entrevista bem humorada, o petista disse que seu governo entre 2001 e 2008 foi “muito melhor” do que a gestão socialista: “Todas as áreas dele se destacam pelo péssimo trabalho”, frisou.

 

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