Jogo nacional faz oposição no Estado avançar umas casas

Entende-se que Jungmann "se libertou" de eventual dependência da Frente Popular

Pernambuco quer mudar Pernambuco quer mudar  - Foto: Arthur de Souza

A conjuntura nacional gerou duas definições locais que interferem diretamente no desenho da oposição em Pernambuco. Nos últimos dias, consolidou-se o que, em algum momento, parecia distante aos olhos de oposicionistas: o PPS passa a trilhar um caminho no sentido do bloco de oposição por não admitir estar em aliança com o PT. Considerando que o PSB estreita, cada vez mais, os laços com os petistas, e, nacionalmente, o PPS está alinhado ao PSDB, seria incompatível se, na conjuntura local, se desse união com o PT. Se havia, na oposição, expectativa pela atração do PPS, havia também, de outro lado, uma consciência de que o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, em função de construções eleitorais, tendia a ficar na dependência da aliança de Paulo Câmara. O PPS, no entanto, começou a sinalizar que Jungmann não mais disputará eleição este ano. Nas oposições, entende-se que o auxiliar de Temer "se libertou" de eventual dependência da Frente Popular. De outro lado, depois que deputados do PSB comunicaram a parlamentares do PSDB que não haveria mais qualquer chance de socialistas caminharem com Geraldo Alckmin na corrida pelo Planalto, a possibilidade de tucanos, no Estado, retomarem as conversas com o Palácio das Princesas - que, até então, não era de todo descartada - terminou anulada. Além dessas duas constatações, as oposições chegam ao ato que promovem em Caruaru, no sábado, com entendimento avançado em torno da ideia de terem uma candidatura única do bloco ao Governo do Estado. Nenhum anúncio sobre isso sairá antes do dia 7 de abril, prazo para as trocas partidárias. Mas é a construção que começar a se sedimentar.

Nem pensar
Um jantar no restaurante Lakes, em Brasília, na última terça, reuniu deputados pernambucanos. Por lá, estavam, entre outros: Silvio Costa, Wolney Queiroz, Bruno Araújo, Cadoca, Augusto Coutinho, Claudiano Filho, Eriberto Medeiros. Em algum momento, o assunto da chapinha foi tratado por um grupo, onde chegou-se a observar que não tem comissão ou parecer do Palácio das Princesas que vá fazer o grupo mudar de ideia. E de cálculos.

Sempre assim > Calcula-se entre menbros da oposição a Paulo Câmara que, "desde 1960, candidatos oposicionistas elegem-se com menos votos tanto para estadual como para federal". Um dos integrantes do grupo aposta: "Não vai ser, agora, que vai ser diferente".

Adiou > Na impossibilidade de ser recebido, ontem, pelo presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, o deputado federal Fernando Monteiro preferiu adiar a conversa que teria com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. O encontro com Ciro deve ficar para o próximo dia 7 ou dia 14, quando o dirigente retorna a Brasília.

Plano A > Até lá, Fernando Monteiro aguarda também movimentações no MDB-PE. Pela relação que tem com Raul Henry e Jarbas Vasconcelos, ele tinha como primeira opção ingressar nas hostes emedebistas.

Estelionato > O deputado federal Danilo Cabral
classificou a Reforma Trabalhista do presidente Michel Temer como um "estelionato ao trabalhador". A crítica veio depois que o IBGE divulgou os números da Pnad Contínua, que mostrou uma taxa média de desemprego no País de 12,2%. O deputado se prepara agora pela Comissão Mista que vai analisar as emendas sobre o tema.

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