José Múcio tem relações do TCU e obras paradas em foco

"Acho que governo vai querer dar agilidade a reiniciar esse monte de obras paradas"

Ao tomar posse como presidente do TCU, José Múcio Monteiro externou gratidão ao ex-presidente Lula e ao ex-governador Roberto MagalhãesAo tomar posse como presidente do TCU, José Múcio Monteiro externou gratidão ao ex-presidente Lula e ao ex-governador Roberto Magalhães - Foto: Divulgação

Ele deixou a política há nove anos, quando ingressou no Tribunal de Contas da União, mas o tempo, ainda que tenha passado ligeiro, não diluiu seu conhecido perfil articulador. Em sua posse, ontem, como presidente do TCU, o pernambucano José Múcio Monteiro reuniu futuros ministros, como Paulo Guedes e Sérgio Moro, além do atual, Moreira Franco, e de Michel Temer, entre outros. Cuidou de dirigir agradecimentos ao ex-presidente Lula e ao ex-governador Roberto Magalhães, sem deixar de citar familiares e o povo de Pernambuco, que lhe conferiu cinco mandatos. "É, exatamente, do meu temperamento. Eu sei conviver com os contrários", pondera ele à coluna. Responsável por saudá-lo durante a solenidade, o ministro Benjamin Zymler realçou a generosidade do novo presidente. Benjamin, muito flamenguista, brincou que José Múcio, de tão generoso, seria capaz até de reconhecer a vitória do Flamengo em 1987. A disputa entre o time carioca e o Sport pelo título brasileiro foi parar na Justiça. À coluna, José Múcio informa que, à frente da presidência daquela Corte, pretende "estimular a relação institucional do tribunal com os outros poderes para que nós conversemos mais, combinemos mais as coisas, sem fugir à nossa atividade principal, que é o controle externo". Ele detalha: "O tribunal é um orgão muito importante pelo lado pedagógico, mas nós aparecemos muito pelo lado de multar, tomar, inabilitar, pelo lado policial nosso, fiscalizador”. E emenda: “A gente precisa também engrandecer o bom gestor, quem faz bem". Quando sugere estreitar relações com outros poderes, José Múcio refere-se à interlocução com o terceiro setor, com a Imprensa, orgãos públicos, outros orgãos de controle e tribunais estaduais. Defende uma necessidade de "estar perto". E avisa que vai procurar saber qual é a pauta do governo Bolsonaro, citando a retomada de obras paradas. "Acho que o governo vai querer dar agilidade a reiniciar esse monte de obras paradas e o Tribunal de Contas vai ver onde estão os gargalos, se tem alguma coisa conosco, se não tem. Há preocupação com a agenda econômica, com gerar empregos e fazer o Brasil voltar a crescer", arremata José Múcio.

Jantar sela André na liderança
Ele fez questão de conseguir assinaturas dos 34 deputados eleitos e
ainda dos quatro suplentes do PSD. Por unanimidade, André de Paula torna-se líder de seu partido na Câmara Federal e um jantar em Brasília, ontem, sedimentou a construção.

Vizinhança - Foi na casa do deputado Fábio Faria (RN) o jantar que André de Paula ofereceu aos correligionários, os quais tiveram, ontem, ainda reunião com Jair Bolsonaro.

Bancada - O PSD terá posição de independência em relação ao governo Bolsonaro. Mas André lembra que dois terços do partido já apoiavam o presidente no episódio eleitoral. Ele rejeita “jogar contra”.

Segurança > Paulo Câmara permaneceu em Brasília, onde prestigiou, ontem, as posses de José Múcio e de Ana Arraes no TCU. Estará na reunião dos governadores eleitos com Bolsonaro hoje, quando haverá apresentações de Sérgio Moro e Raul Jungmann.

Sem... > Sindicatos de professores comemoram o encerramento dos trabalhos da Comissão Especial que discute o projeto Escola Sem Partido. O presidente do colegiado, Marcos Rogério, arquivou, ontem, a proposta.

...partido > A Aduferpe, Associação dos Docentes da UFRPE, por exemplo, produziu um Manual de Orientação e Resistência Docente, para que os professores defendam o seu direito constitucional de liberdade de cátedra.

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