Justiça determina que Donos do Grupo Libra terão que se apresentar à PF pela Operação Skala

Integrantes da família Torrealba, donos do Grupo Libra, são investigados na Operação Skala por terem feito doação eleitoral pessoal e empresarial para campanhas políticas

Luís Roberto Barroso é ministro do STFLuís Roberto Barroso é ministro do STF - Foto: Divulgação

O ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou neste domingo (1º) que três pessoas da família Torrealba, dona do Grupo Libra, se apresentem à Polícia Federal para prestar depoimento.

Dos 13 alvos de mandados de prisão na última quinta na Operação Skala, três não foram encontrados por estarem fora do Brasil: Rodrigo, Ana Carolina e Gonçalo Torrealba. "Fica explicitado que os investigados que se encontram no exterior deverão se apresentar à Polícia Federal, no momento do desembarque, e serem levados para a prestação de depoimentos", escreveu Luís Roberto Barroso em despacho.

"Após tais depoimentos, ouvirei a Procuradoria-Geral da República sobre a necessidade ou não de decretação de prisão temporária." Os investigadores querem esclarecer os motivos de integrantes da família Torrealba terem feito doação eleitoral pessoal e empresarial para campanhas políticas e apurar se houve solicitação indevida de valores em troca da renovação de contratos de concessão em Santos.

Em 1995, o Grupo Libra assinou a primeira concessão privada para operar terminais em Santos. Os indícios que deram suporte à ação da PF remontam a planilhas de 1998 que indicam a possibilidade de que Michel Temer e aliados tenham recebido recursos.

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Na noite de sábado (31), Luís Roberto Barroso atendeu a pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e mandou soltar os dez presos da Operação Skala, entre os quais dois amigos de Michel Temer, o advogado José Yunes e o coronel João Baptista Lima Filho.

Às 23h50, um grupo deixou a carceragem da PF em São Paulo, com Yunes à frente. Alguns esconderam o rosto; não foi possível identificar Lima. Só o ex-ministro Wagner Rossi falou: "Agradeço pela presteza com que o ministro Barroso liberou a todos nós".

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