caso marielle

Justiça mantém ex-bombeiro suspeito de ser cúmplice de Ronnie Lessa em presídio federal

Maxwell Simões Correa, o Suel, é apontado na delação de Élcio de Queiroz por ter monitorado os passos da vereadora

Maxwell SimõesMaxwell Simões - Foto: Reprodução/Twitter

Suspeito de ser ser cúmplice do ex-policial Ronnie Lessa nos homicídios da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, o ex-bombeiro Maxwell Simões Correa, o Suel, permanecerá em um presídio federal por pelo menos mais um ano. A decisão é do juiz Francisco Codevila, da 15ª Vara Criminal do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Suel cumpre pena pela acusação de atrapalhar as investigações.

Na ação, a defesa do ex-bombeiro pediu por seu retorno ao Rio, argumentando que ele não “concorreu para os crimes” e afirmou que sua conduta não foi individualizada, tendo sido analisada sua suposta periculosidade com base no perfil dos demais réus.

De acordo com o magistrado, contudo, estão preenchidos os requisitos formais para continuidade de Suel em estabelecimento penal federal de segurança máxima. O despacho é do último dia 1º de fevereiro.

Ao solicitar a permanência do ex-bombeiro em presídio federal, o Ministério Público do Rio afirmou que a sua participação nos crimes que vitimaram Marielle e Anderson Gomes, por si só, “sinalizaria sua periculosidade”.

Além disso, os promotores apontam que movimentações financeiras incompatíveis com a renda e articulações criminosas significariam que, na custódia estadual, ele “teria capacidade para interferir na instrução criminal”.

O MP sustenta ainda que “os crimes de homicídios consumados apresentam gravidade concreta elevada na medida em que revelaram um suposto pano de fundo de atuação criminosa organizada aramada, alegados contatos com forças de segurança pública, suposto uso de tecnologia de ponta e pós-crime com supostas tentativas de obstrução de Justiça”.

As investigações da Polícia Federal apontaram que, além do monitoramento dos passos da vereadora, a participação do ex-bombeiro englobaria, ainda, a troca da placa do carro usado no assassinato e o desmanche do veículo. Cápsulas e munições usadas no crime também teriam sido desfeitas por Suel.

O nome de Suel foi citado pelo ex-policial militar Élcio de Queiroz em delação premiada com a PF e com o MP, ocasião em que deu detalhes sobre o atentado à parlamentar. Élcio segue preso desde 2019, assim como o ex-policial reformado Ronnie Lessa, ambos denunciados como executores da vereadora e do motorista.

Na delação, Queiroz confessou que dirigiu o carro usado no ataque e confirmou que Lessa fez os disparos. Lessa nega o crime.

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