Justiça nega pedido de transferência de Sérgio Cabral para outro presídio

Os argumentos utilizados pela defesa foram de que houve tratamento discriminatório com Sérgio Cabral em relação aos demais presos da Lava Jato

Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de JaneiroSérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro - Foto: Reprodução / Redes Sociais

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral vai continuar na Penitenciária Werling de Oliveira (Bangu 8), no Complexo de Gericinó, zona oeste do Rio. A decisão foi tomada nesta terça-feira (8) pelo juiz da Vara de Execuções Penais (Vep) do Rio, Rafael Estrela Nóbrega. O magistrado negou o pedido da defesa do ex-governador para que ele fosse transferido para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica.

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Os argumentos utilizados pela defesa foram de que houve tratamento discriminatório com Cabral em relação aos demais presos da Lava Jato e de ameaça à integridade física por suposta retaliação de detentos milicianos e ex-policiais que foram punidos durante o mandato do ex-governador. No entanto, em inspeção realizada no fim de abril, o Setor de Fiscalização da Vep verificou que Cabral está em cela individual, isolado dos demais reclusos e com banho de sol em horário diferenciado.

Também foi verificado que há apenas um ex-PM entre os detentos, que não convive com o ex-governador, e que a unidade reunia presos classificados como idosos, cadeirantes ou portadores de nível superior, não havendo, portanto, indício de risco à integridade física, moral ou psicológica do interno. Na decisão, o juiz Rafael Nóbrega citou o decreto publicado no início de maio pelo interventor federal na segurança pública do Rio, general Walter Braga Netto, que determinou que os presos da Lava Jato no estado deveriam ser transferidos de Benfica para Bangu 8. A determinação faz parte de uma reorganização em 12 unidades prisionais do estado.

A cadeia de Benfica havia sido reformada pelo governo do estado para receber os presos da Operação Lava Jato. Lá estavam, além de Cabral, sua esposa, Adriana Anselmo, o ex-governador Anthony Garotinho, e diversos ex-secretários e funcionários de Cabral.

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