A-A+

Lava Jato: MPF denuncia cinco por lavagem de dinheiro e crimes financeiros

Entre os nomes está o de Dario Messer, conhecido como o 'doleiro dos doleiros'

Doleiro Dario MesserDoleiro Dario Messer - Foto: Reprodução / Facebook

Cinco pessoas foram denunciadas pela força-tarefa da Lava Jato do Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e crime contra o sistema financeiro. Entre os acusados, figura Dario Messer, conhecido como “doleiro dos doleiros” e investigado por participação em um esquema de corrupção supostamente chefiado pelo ex-governador Sérgio Cabral.

Os outros quatro denunciados são os doleiros Chaaya Moghrabi (Yasha) e Flávio Dib e os proprietários da corretora Advalor, João Paulo Julio Lopes e Miguel Julio Lopes.
Segundo o MPF, os crimes foram apurados a partir das operações Câmbio Desligo, Calicute, Tolypeutes e Advalorem e teriam sido cometidos a partir das movimentações financeiras da corretora Advalor.






Leia também:
Lava Jato do RJ prende ex-secretário de Saúde pela 2ª vez
PGR prorroga força-tarefa da Lava Jato por mais um ano
Polícia Federal conclui que Temer recebeu propinas da Odebrecht
Moro ordena bloqueio de R$ 50 mi de envolvidos na Operação Piloto
Operação da PF tem como alvo governador do MS, deputado e fazendeiros

A empresa, de acordo com os procuradores, funcionava tanto como instituição financeira para armazenar recursos ilícitos de agentes públicos como para efetivar pagamentos em seu favor. 

Valores desviados das obras da linha 4 do Metrô 

Entre outros clientes, a corretora operava em favor do ex-secretário de Transportes do Rio de Janeiro, Luiz Carlos Velloso, que utilizou os serviços de Miguel e João Paulo Julio Lopes para movimentar parte dos valores desviados das obras da linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro. 

A denúncia, oferecida na última terça-feira (11), relata que Miguel Lopes e João Paulo Julio Lopes auxiliaram o ex-secretário de Transportes do Rio, Luiz Carlos Velloso, a ocultar R$ 5,9 milhões.

Pagamentos de propina supostamente feitos pela Carioca Engenharia ao ex-secretário de Transportes eram feitos em espécie na sede da corretora no centro do Rio de Janeiro. A partir de 2016, Velloso começou a ter dificuldade em retirar os valores que estavam depositados na corretora, onde permanecem até hoje R$ 700 mil.

Miguel e João Paulo também são acusados de realizar operações dólar-cabo com o auxílio dos doleiros Dario Messer, Chaaya Moghrabi (Yasha) e Flávio Dib, além de Renato e Marcelo Chebar, Cláudio Barboza e Vinicius Claret. A Advalor, segundo o MPF, era vendedora de dólares no exterior e, de acordo com as investigações, recebia os recursos em espécie no Rio de Janeiro.

Além da condenação dos denunciados, o MPF pede a reparação de danos morais e materiais em valores de R$ 20 milhões para Miguel Julio Lopes e João Paulo Julio Lopes e de R$ 7,5 milhões para Dario Messer, Chaaya Moghrabi e Flávio Dib.

Veja também

Bolsonaro vira 'criminoso climático' em ação nas ruas de NY antes de Assembleia da ONU
ONU

Bolsonaro vira 'criminoso climático' em ação nas ruas de NY antes de Assembleia da ONU

Sindicato acusa Prevent Senior de forçar médicos a falar que receitaram cloroquina por conta própria
CPI

Sindicato acusa Prevent Senior de forçar médicos a falar que receitaram cloroquina por conta própria