Lideranças da oposição defendem adiamento de votação sobre intervenção

O adiamento foi defendido, no início da noite desta segunda-feira (19), em reunião de deputados do PT e do PCdoB.

Câmara dos DeputadosCâmara dos Deputados - Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Líderes da oposição defendem o adiamento da votação do decreto de intervenção federal na área de segurança do Rio de Janeiro. O adiamento foi defendido, no início da noite desta segunda-feira (19), em reunião de deputados do PT e do PCdoB.

O líder da Minoria, deputado José Guimarães (PT-CE), se queixou da falta de detalhes da operação militar de intervenção. O assunto é discutido, neste momento, em reunião dos líderes da oposição com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

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"Não podemos votar isso no escuro. Temos que saber as motivações que levaram à edição do decreto, o diagnóstico da situação real do Rio de Janeiro - já que a questão da violência não está presente só no Rio - e o volume de recursos que o governo pretende utilizar nessa operação. Entendemos o clamor da população do Rio de Janeiro, mas não é possível votar sem planejamento e na base do improviso", disse José Guimarães.

"Estamos defendendo que se suspenda até para a gente cobrar essas informações. Como é que vamos votar um decreto que não tem planejamento nenhum. Não sabemos como ele vai ser executado. Não sabemos nada. Nós temos responsabilidade com o país e com a população do Rio de Janeiro", acrescentou o líder da Minoria.

Vice-líder da Minoria, a deputada Jô Moraes (PC do B-MG) também cobrou o detalhamento prévio da intervenção federal no Rio de Janeiro. "Antes de um decreto formal, o governo tem que garantir recursos liberados para as forças de segurança do Rio de Janeiro, tem que assegurar que os serviços de inteligência ponham em funcionamento a sua fiscalização para impedir que armas e drogas entrem no nosso país e garanta a Força Nacional para se posicionar na ação do Rio de Janeiro. Não se impede a ação de bandidos apenas com uma assinatura legal. Queremos efetivamente atitudes do governo".

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