Lideranças declaram apoio aos presidenciáveis no segundo turno

Com a maioria dos partidos declarando neutralidade, lideranças políticas declaram apoio individual aos presidenciáveis

LiderançasLideranças - Foto: Divulgação

Com a maioria dos partidos declarando neutralidade, os apoios individuais começam a ter um peso maior na disputa eleitoral. Na quinta-feira (11), a Rede Sustentabilidade e MDB declararam neutralidade. Somente o PSTU da ex-presidenciável Vera Lúcia decidiu que seus filiados declarem voto em Fernando Haddad (PT), mas não prestou apoio político. Por outro lado, lideranças políticas se posicionaram em direção ao petista ou a Jair Bolsonaro (PSL).

Após conversa amistosa por telefone no início da semana, o candidato a governador João Doria (PSL) deve visitar Jair Bolsonaro (PSL) nesta sexta (12) em sua casa, no Rio. A viagem não está confirmada, segundo pessoas envolvidas na conversa, e depende de coincidência das agendas dos dois. Flertando ainda no primeiro turno com o candidato do PSL, o tucano anunciou apoio publicamente ainda no dia da votação, no último domingo, depois de constatada a derrota de Geraldo Alckmin (PSDB). Aliados de Bolsonaro, contudo, como o senador eleito Major Olímpio (PSL), rechaçaram reciprocidade.

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Ligado à campanha de Doria ao governo de São Paulo, o deputado estadual Fernando Capez (PSDB) circulou pelo realizado por Jair Bolsonaro e a bancada eleita de seu partido, o PSL, num hotel na Barra da Tijuca. Capez teve seu nome envolvido na CPI da Merenda apurou fraudes na merenda escolar quando ele presidia a Assembleia Legislativa paulista. Já ministra aposentada do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Eliana Calmon vai apoiar e engajar-se na campanha de Jair Bolsonaro (PSL) à presidência da República neste segundo turno. Conhecida por sua atuação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), onde ganhou notoriedade após afirmar que existem "bandidos de toga", Calmon é filiada à Rede Sustentabilidade, partido de Marina Silva, e em 2014 chegou a disputar o Senado pela Bahia, sendo derrotada nas urnas.

Depois de atribuir sua derrota na disputa pela reeleição no Senado à associação que ainda fazem dele ao PT, Cristovam Buarque (PPS) declarou voto em Haddad. "Não vou ajudar a abrir a porta do Brasil para o autoritarismo e a intolerância. Votarei no Haddad", escreveu nas redes. A advogada e professora Luciana Temer, uma das filhas do presidente Michel Temer (MDB), declarou apoio a Fernando Haddad (PT) no segundo turno presidencial. Ela foi secretária municipal de Assistência Social na gestão do petista na Prefeitura de São Paulo.

Fernando Haddad (PT), contudo, deve investir em novos apoios. Ele visitou em Brasília o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa. O objetivo era tentar convencê-lo a participar de uma frente democrática que se contraponha a Jair Bolsonaro (PSL).

O encontro reservado aconteceu com a presença do presidente do PSB, Carlos Siqueira. Segundo relatos, o ex-presidente do STF - que cogitou disputar a Presidência da República, mas desistiu em abril alegando motivos pessoais - mostrou-se preocupado com a situação do País, mas não foi assertivo quanto a um apoio declarado à candidatura petista. Haddad ficou preocupado ao ser informado de que Ciro viajaria à Europa.

O candidato do PT ainda tinha esperanças de convencer o ex-adversário a integrar sua equipe e estimular a formação de um frente suprapartidária pela democracia junto com ele. Além de Barbosa, a campanha de Haddad quer procurar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e a ex-senadora Marina Silva (Rede) para compor essa frente. Contudo, ele terá dificuldades, por exemplo, com a Rede que declarou oposição ao projeto petista.

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