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Política

Líderes costuram 'blocão' na Câmara dos Deputados

Alguns líderes partidários, que foram preteridos no primeiro momento, fazem articulação que pode atrapalhar os planos do futuro chefe do Executivo

Romero Jucá afirmou que MDB será "independência ativa", apesar de ter um ministro indicadoRomero Jucá afirmou que MDB será "independência ativa", apesar de ter um ministro indicado - Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil

Após indicar a maior parte dos seus ministros sem dialogar com líderes de partidos, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) receberá nessa semana a bancada de quatro partidos em reuniões no gabinete do governo de transição, em Brasília, visando a governabilidade. As conversas foram intermediadas pelo futuro ministro-chefe da Casa Civil, deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), coordenador da transição, com o objetivo de assegurar maioria no Congresso. Diante disso, a equipe de transição se reúne nesta terça (4), à tarde, com a bancada do MDB e depois a do PRB e ana quarta (5), à tarde, com PR e PSDB, separadamente. As quatro legendas somam 126 deputados. Lorenzoni prevê que a base governista na Câmara dos Deputados terá 350 dos 513 deputados. Contudo, alguns líderes partidários, que foram preteridos no primeiro momento, articulam a criação de um blocão na Câmara que pode atrapalhar os planos do futuro chefe do Executivo.

Apesar da indicação do deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) para assumir o Ministério da Cidadania, o presidente nacional do partido, senador não reeleito Romero Jucá (RR), já mandou o recado. “A partir de 1º de janeiro, o MDB manterá uma independência ativa. Apoiando medidas que buscam o crescimento do País, gestão eficiente e responsabilidade fiscal. No curto prazo não faremos oposição nem seremos base, discutiremos caso a caso”, afirmou.

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Além do partido do presidente Michel Temer, líderes de vários partidos na Câmara estão negociando a formação de um bloco para lotear o comando da nova legislatura, excluindo as duas siglas com melhor desempenho nas eleições para a Casa, o PT, de Luiz Inácio Lula da Silva, e o PSL, de Bolsonaro. Os petistas saíram das urnas com 56, enquanto o PSL, com 52. A costura pode prejudicar os planos do presidente eleito no sentido de obter maioria na Câmara.

Após indicar a maior parte dos seus ministros sem dialogar com líderes de partidos, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) receberá nessa semana a bancada de quatro partidos em reuniões no gabinete do governo de transição, em Brasília, visando a governabilidade. As conversas foram intermediadas pelo futuro ministro-chefe da Casa Civil, deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), coordenador da transição, com o objetivo de assegurar maioria no Congresso.

Diante disso, a equipe de transição se reúne hoje à tarde com a bancada do MDB e depois a do PRB e amanhã à tarde, com PR e PSDB, separadamente. As quatro legendas somam 126 deputados. Lorenzoni prevê que a base governista na Câmara dos Deputados terá 350 dos 513 deputados. Contudo, alguns líderes partidários, que foram preteridos no primeiro momento, articulam a criação de um blocão na Câmara que pode atrapalhar os planos do futuro chefe do Executivo.

Apesar da indicação do deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) para assumir o Ministério da Cidadania, o presidente nacional do partido, senador não reeleito Romero Jucá (RR), já mandou o recado. “A partir de 1º de janeiro, o MDB manterá uma independência ativa. Apoiando medidas que buscam o crescimento do País, gestão eficiente e responsabilidade fiscal. No curto prazo não faremos oposição nem seremos base, discutiremos caso a caso”, afirmou.

Pela tradição e regras sempre repetidas, mas nem sempre cumpridas, essas duas siglas teriam direito a cargos de comando na Mesa Diretora, além do controle de algumas das principais 25 comissões. Para barrar essa pretensão, porém, o Centrão – formado por PP, PR, PSD, PTB, entre outros -, o MDB, o DEM e o PSDB articulam a criação de um bloco que reuniria, formalmente, 314 deputados, cerca de 60% da Câmara. Embora haja divergências e subdivisões nesse grupo, o objetivo comum é evitar que o Governo assuma com força expressiva na Câmara, o que enfraqueceria o poder de barganha dessas legendas. Já o PT vem sendo isolado por siglas de oposição, como PSB, PDT e PCdoB.

Os partidos que negociam a formação do blocão são PP, PR, PSD, MDB, DEM, PSB, PDT, PCdoB, PSDB, SD, PPS, PV, PSC, PHS e PTB. A rigor, a formação de blocos também não assegura automaticamente os postos de comando na Câmara, que são definidos por meio de eleições secretas. O objetivo é firmar um acordo entre as siglas de apoio mútuo aos candidatos à Mesa e às principais comissões. Tudo isso nos moldes feito em 2015 pelo ex-presidente da Casa, Eduardo Cunha (MDB-RJ), preso, em torno do qual se formou o atual Centrão.

O cargo mais almejado é o de presidente da Câmara. Há vários nomes sendo discutidos nesse blocão, mas o discurso é o de que primeiro é preciso formar o grupo para depois escolher candidato. O atual presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o atual vice-presidente da Casa, Fábio Ramalho (MDB-MG), o primeiro secretário, Giacobo (PR-PR), o líder do PP, Arthur Lira (AL), e Alceu Moreira (MDB-RS), da bancada ruralista, são cotados.

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