Líderes costuram 'blocão' na Câmara dos Deputados
Alguns líderes partidários, que foram preteridos no primeiro momento, fazem articulação que pode atrapalhar os planos do futuro chefe do Executivo
Após indicar a maior parte dos seus ministros sem dialogar com líderes de partidos, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) receberá nessa semana a bancada de quatro partidos em reuniões no gabinete do governo de transição, em Brasília, visando a governabilidade. As conversas foram intermediadas pelo futuro ministro-chefe da Casa Civil, deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), coordenador da transição, com o objetivo de assegurar maioria no Congresso. Diante disso, a equipe de transição se reúne nesta terça (4), à tarde, com a bancada do MDB e depois a do PRB e ana quarta (5), à tarde, com PR e PSDB, separadamente. As quatro legendas somam 126 deputados. Lorenzoni prevê que a base governista na Câmara dos Deputados terá 350 dos 513 deputados. Contudo, alguns líderes partidários, que foram preteridos no primeiro momento, articulam a criação de um blocão na Câmara que pode atrapalhar os planos do futuro chefe do Executivo.
Apesar da indicação do deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) para assumir o Ministério da Cidadania, o presidente nacional do partido, senador não reeleito Romero Jucá (RR), já mandou o recado. “A partir de 1º de janeiro, o MDB manterá uma independência ativa. Apoiando medidas que buscam o crescimento do País, gestão eficiente e responsabilidade fiscal. No curto prazo não faremos oposição nem seremos base, discutiremos caso a caso”, afirmou.
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Além do partido do presidente Michel Temer, líderes de vários partidos na Câmara estão negociando a formação de um bloco para lotear o comando da nova legislatura, excluindo as duas siglas com melhor desempenho nas eleições para a Casa, o PT, de Luiz Inácio Lula da Silva, e o PSL, de Bolsonaro. Os petistas saíram das urnas com 56, enquanto o PSL, com 52. A costura pode prejudicar os planos do presidente eleito no sentido de obter maioria na Câmara.
Após indicar a maior parte dos seus ministros sem dialogar com líderes de partidos, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) receberá nessa semana a bancada de quatro partidos em reuniões no gabinete do governo de transição, em Brasília, visando a governabilidade. As conversas foram intermediadas pelo futuro ministro-chefe da Casa Civil, deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), coordenador da transição, com o objetivo de assegurar maioria no Congresso.
Diante disso, a equipe de transição se reúne hoje à tarde com a bancada do MDB e depois a do PRB e amanhã à tarde, com PR e PSDB, separadamente. As quatro legendas somam 126 deputados. Lorenzoni prevê que a base governista na Câmara dos Deputados terá 350 dos 513 deputados. Contudo, alguns líderes partidários, que foram preteridos no primeiro momento, articulam a criação de um blocão na Câmara que pode atrapalhar os planos do futuro chefe do Executivo.
Apesar da indicação do deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) para assumir o Ministério da Cidadania, o presidente nacional do partido, senador não reeleito Romero Jucá (RR), já mandou o recado. “A partir de 1º de janeiro, o MDB manterá uma independência ativa. Apoiando medidas que buscam o crescimento do País, gestão eficiente e responsabilidade fiscal. No curto prazo não faremos oposição nem seremos base, discutiremos caso a caso”, afirmou.
Pela tradição e regras sempre repetidas, mas nem sempre cumpridas, essas duas siglas teriam direito a cargos de comando na Mesa Diretora, além do controle de algumas das principais 25 comissões. Para barrar essa pretensão, porém, o Centrão – formado por PP, PR, PSD, PTB, entre outros -, o MDB, o DEM e o PSDB articulam a criação de um bloco que reuniria, formalmente, 314 deputados, cerca de 60% da Câmara. Embora haja divergências e subdivisões nesse grupo, o objetivo comum é evitar que o Governo assuma com força expressiva na Câmara, o que enfraqueceria o poder de barganha dessas legendas. Já o PT vem sendo isolado por siglas de oposição, como PSB, PDT e PCdoB.
Os partidos que negociam a formação do blocão são PP, PR, PSD, MDB, DEM, PSB, PDT, PCdoB, PSDB, SD, PPS, PV, PSC, PHS e PTB. A rigor, a formação de blocos também não assegura automaticamente os postos de comando na Câmara, que são definidos por meio de eleições secretas. O objetivo é firmar um acordo entre as siglas de apoio mútuo aos candidatos à Mesa e às principais comissões. Tudo isso nos moldes feito em 2015 pelo ex-presidente da Casa, Eduardo Cunha (MDB-RJ), preso, em torno do qual se formou o atual Centrão.
O cargo mais almejado é o de presidente da Câmara. Há vários nomes sendo discutidos nesse blocão, mas o discurso é o de que primeiro é preciso formar o grupo para depois escolher candidato. O atual presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o atual vice-presidente da Casa, Fábio Ramalho (MDB-MG), o primeiro secretário, Giacobo (PR-PR), o líder do PP, Arthur Lira (AL), e Alceu Moreira (MDB-RS), da bancada ruralista, são cotados.

