Luciano Vasquez fica no PSB e recebe apoio após críticas ao partido

Vasquez afirmou também que a nota do PSB de Pernambuco em tom ácido contra ele não é uma nota do partido, mas de Sileno Guedes

Fernando Bezerra CoelhoFernando Bezerra Coelho - Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

 

Apesar do clima tenso no PSB com as críticas do vice-presidente de Relações Institucionais do PSB de Pernambuco, Luciano Vasquez, à falta de diálogo e da nota da legenda em tom ácido contra ele, Vasquez afirmou, ontem, que não tem intenção de sair do partido e destacou que possui mandato até novembro de 2017, como vice-presidente da sigla. Diante disso, o socialista pregou o “pacto mínimo de convivência” com o presidente estadual da sigla, Sileno Guedes, mas não deixou de ironizar o dirigente.

“Temos divergência no mo­dus operandi de conduzir a vida, eu gosto de ouvir e estar antenado com as ruas. Eu sei que ele (Guedes) tem essa dificuldade. Se ele quer viver recluso, vá fazer um retiro”, declarou.

Vasquez afirmou também que a nota do PSB de Pernambuco em tom ácido contra ele não é uma nota do partido, mas de Guedes. O vice-presidente reclamou que o dirigente não é afeito a “ou­vir, atender a telefonemas, dar retorno ao povo e quem está na vida pública tem que conversar”. Agora, o socialista retornará à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), onde é assessor técnico legislativo. Coincidentemente, nem Guedes, nem outro membro da cúpula socialista atendeu aos contatos da reportagem, tampouco retornou as ligações, sinalizando o mal-estar na sigla com o assunto.

Primeiro a expor as divergências no partido, Antônio Campos (PSB) considerou desrespeitoso o tom da nota direcionada à Vasquez. “Acho desproporcional e desrespeitosa a um companheiro de partido com serviços prestados ao PSB”, avaliou ele, que hoje se reúne, em Brasília, com o presidente nacional da sigla, Carlos Siqueira, e com o ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB) e, amanhã, com o vice-governador de São Paulo, Márcio França (PSB). Campos vem buscando a aproximação com tucanos e a alas paulista do PSB, que é ligada ao PSDB.

O deputado federal Gonzaga Patriota (PSB) afirmou que não soube da nota contra Vasquez, mas destacou o correligionário como “companheiro de primeira hora” e, ao contrário do que a nota dizia, “ele vem da base”. Patriota ponderou que é preocupante para o partido perder quadros históricos e com formação política.
Demonstrando um desconforto, o secretário-geral da sigla, Adilson Gomes, disse que está se resguardando para se pronunciar em reunião interna do PSB.

 

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