Lula amplia pressão e diz que Haddad e Alckmin sabem que têm "papel a cumprir" em São Paulo
Presidente aumenta pressão pública sobre ministro da Fazenda, que já disse não querer disputar as eleições em 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira que o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ou a ministra do Planejamento, Simone Tebet, podem ser candidatos ao governo de São Paulo. Lula aumentou a pressão sobre Haddad ao dizer que ele e Alckmin sabem que "têm um papel a cumprir".
O ministro da Fazenda tem dito publicamente que não quer ser candidato neste ano, mas é instado por correligionários a disputar as eleições em São Paulo.
— Nós temos muito voto em São Paulo e temos condições de ganhar as eleições em São Paulo. Eu ainda não conversei com o Haddad, ainda não conversei com o Alckmin, mas eles sabem que têm um papel para cumprir em São Paulo, eles sabem. A Simone (Tebet) também tem um papel para cumprir, também não conversei com ela — disse Lula em entrevista ao Portal UOL.
Leia também
• Lula defende instituir mandato para ministros do STF: "Nada a ver com 8 de janeiro"
• Lula defende gestão de Galípolo no BC e critica Selic: "Falo para ele todo dia que o juro está alto"
• Lula diz ter conversado com filho após citação em CPI do INSS
No caso de Tebet, o cenário mais provável é que a ministra deixe o MDB para disputar o Senado por São Paulo, uma vez que o diretório paulista do partido é próximo ao bolsonarismo e deve apoiar o candidato do atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
— Acho que a gente pode ganhar as eleições (para o governo estadual) em São Paulo se a gente escolher um candidato a governador, o Alckmin ou o Haddad, a Simone Tebet. Nós vamos ganhar aquelas eleições em São Paulo, porque é o seguinte: quem é que fez mais política social? Quero comparar com os governadores — disse Lula.
O presidente também voltou a defender que o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) seja candidato ao governo de Minas Gerais. O ex-presidente do Senado está reticente em entrar na disputa e provavelmente teria de trocar de partido para ser o candidato de Lula ao governo mineiro.
— Ainda não desisti de você, viu, Pacheco. Vamos ter uma conversa e acho que você pode ser o futuro governador de Minas Gerais — afirmou o presidente.

