Ter, 16 de Junho

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BRASIL

Lula associa "filhos de Bolsonaro" a novo tarifaço de Trump sobre produtos brasileiros

Nos bastidores, integrantes do governo brasileiro consideraram a proposta sem fundamento técnico consistente

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.     Casa Branca, Washington, D.C.Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Casa Branca, Washington, D.C. - Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Lula comentou nesta terça-feira a proposta dos Estados Unidos de aplicar tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras.

A fala ocorreu horas após o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) concluir a investigação comercial aberta contra o Brasil com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana e recomendar a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, com exceções para uma série de itens.

O relatório divulgado pelo governo americano afirma que determinadas políticas e práticas do Brasil seriam "irrazoáveis" e prejudicariam empresas dos Estados Unidos. Entre os pontos citados estão o Pix, questões relacionadas ao comércio digital, propriedade intelectual, etanol, combate ao desmatamento e corrupção.

Nos bastidores, integrantes do governo brasileiro consideraram a proposta sem fundamento técnico consistente e classificaram como "absurda" a inclusão de alguns argumentos apresentados pelos americanos. Ao mesmo tempo, auxiliares do presidente Lula avaliam que o resultado poderia ter sido mais severo, já que a tarifa sugerida ficou em 25% e o documento prevê uma ampla lista de exceções, além de mencionar a possibilidade de um acordo entre os dois países.

 

A expectativa é que o encontro desta terça-feira sirva para alinhar a estratégia do governo diante da nova escalada comercial. Entre as alternativas em análise estão a manutenção das negociações com Washington, por meio do grupo de trabalho criado após a reunião entre Lula e Donald Trump em maio, e eventuais medidas de resposta com base nos instrumentos previstos pela Lei da Reciprocidade Econômica.

O parecer do USTR abre agora uma etapa de consulta pública antes de uma decisão final sobre a adoção das sanções comerciais. O prazo legal para conclusão do processo termina em 15 de julho. Confira o calendário:

Veja abaixo os próximos passos:

Até 22 de junho de 2026: Prazo máximo para o envio de solicitações de comparecimento à audiência pública, acompanhadas de um resumo do depoimento.

Até 1º de julho de 2026: Prazo para o envio de comentários por escrito sobre as medidas propostas pelo USTR.

6 de julho de 2026: Realização da audiência pública oficial pelo USTR para debater as ações propostas.

15 de julho de 2026: Prazo limite legal para a definição e aplicação das medidas corretivas contra o Brasil.

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