eleições 2022

Lula defende diálogo até com quem apoiou impeachment da Dilma

Em ato com mulheres em São Paulo, petista ouviu críticas às alianças do PT e à escolha de Alckmin como vice

LulaLula - Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (10) que a eleição não será fácil e defendeu, em razão disso, a necessidade de diálogo e composição com pessoas que apoiaram o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Em ato com mulheres parlamentares e representantes de movimentos sociais em São Paulo, o petista ouviu menções críticas às alianças que tem feito e ao ex-governador Geraldo Alckmin, que está em conversas avançadas para ser o seu vice

"A luta não será fácil. Não existe essa de já ganhou. Eleição só sabe o resultado depois da apuração. A gente vai ter que ter uma grande habilidade de construir as nossas alianças, muita habilidade para conviver com pessoas. Por exemplo, tem gente que fala: pô, Lula você conversou com um cara que votou no impeachment. Se eu não for conversar com quem votou no impeachment, vou deixar de conversar com pelo menos 400 deputados. Como a gente faz? Como a gente constrói?", discursou Lula.
 

O ex-presidente acrescentou que será preciso ter maioria no Congresso para implantar as mudanças no país e que isso tem que ser construído durante o processo eleitoral. Antes, duas participantes do ato haviam criticado as composições que estão sendo articuladas por Lula. Sonia Coelho, Marcha Mundial das Mulheres, disse para Lula: "Não confie em golpista".

Já Junéia Batista, secretaria da mulher da CUT, afirmou: "Eu não quero saber da história do vice. Depois a gente, conversa".

No discurso, Lula também defendeu a implantação de uma reforma política para que as mulheres possam ter mais participação no parlamento.  Atacou ainda novamente a reforma da Previdência e a política de preços da Petrobras. Para o ex-presidente, é necessário investir em refinarias nacionais para que o preço dos combustíveis não fique atrelado ao dólar.

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